O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, em parceria com as Polícias Civil e Militar do Paraná, deflagrou nesta sexta-feira, 10 de abril, a Operação Teto de Vidro – “Tuke”, com o objetivo de desarticular um grupo que comercializava entorpecentes por meio de plataformas digitais e redes sociais. Segundo as investigações, a organização vendia drogas “gourmetizadas” para pessoas de alto poder aquisitivo.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão nas cidades de Ponta Grossa, Maringá e Curitiba. Durante o cumprimento das ordens judiciais, autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, foram apreendidos 10 celulares, 22 gramas de maconha, 90 gramas haxixe, 9,5 gramas de murruga, 50 gramas dry, 289 gramas Ice, sete caixas de slik, 72 piteiras, três máquinas de cartão, duas balanças de precisão, embalagens zip-loc (comumente utilizadas para embalar entorpecentes), duas motos e uma caminhonete. O material será periciado e deverá subsidiar a continuidade das investigações.
Estrutura sofisticada – A ação é um desdobramento de investigação iniciada em 2024 pelo MPPR e pela Agência de Inteligência do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas. O trabalho contou com diversas fases, sendo a mais recente voltada ao desmantelamento de mais uma célula do grupo criminoso, que atuava em Ponta Grossa comercializando drogas pela internet. Paralelamente, o Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) conduzia, em Londrina, outra investigação sobre o mesmo grupo, o que motivou a atuação conjunta entre as forças envolvidas.
O grupo apresentava estrutura sofisticada e organizada, com funções bem definidas, incluindo responsáveis exclusivos pela gestão das plataformas digitais, pela logística de transporte e pela administração financeira. As drogas, “gourmetizadas”, tinham alta concentração de THC (tetrahidrocanabinol), elevado poder alucinógeno e maior valor comercial, sendo entregues em domicílio por integrantes da própria organização ou até mesmo via Correios.
Além da atuação da 2ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, a operação contou com o apoio de equipes do Denarc de Londrina, da Agência Local de Inteligência do 1º Batalhão da Polícia Militar do Paraná e da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa.
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