Em outubro de 2000, Kaká sofreu grave acidente em uma piscina e fraturou a sexta vértebra cervical. Chegou a ouvir do médico que aquele era “um dia de agradecer”, porque casos semelhantes poderiam impedir uma pessoa de voltar a andar. Recuperado, subiu ao profissional do São Paulo no início de 2001 e, em 7 de março, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, no Morumbi, em jogo decisivo da final do Torneio Rio-São Paulo. Foi o primeiro título de sua carreira.
Em entrevista para a série GQ Revisita, Kaká lembra momentos marcantes da carreira, como a convocação para a Copa do Mundo de 2002 pelo técnico Felipão, quando foi selecionado ao lados dos colegas de clube Rogério e Belletti. “Foi uma festa no CT, três jogadores do São Paulo convocados para uma Copa, eu com 20 anos”, conta. “Uma época muito emocionante da minha vida.”
Além disso, comenta gols pelo Milan e pela seleção brasileira e a temporada histórica de 2007, quando venceu a Champions League, o Mundial de Clubes, a Bola de Ouro e o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa. “Nunca tive o sonho de ser o melhor do mundo”, explica. O atleta atribui a conquista ao elenco do Milan, time que defendia à época.
Kaká também fala de sua participação atual na Kings League, da qual é presidente no Brasil. Para ele, o torneio não concorre com o futebol tradicional, mas funciona como complemento e aproximação com outro público. “É um jeito de conversar com a nova geração”, diz. Ao lembrar de um pênalti batido na competição, brinca com a pressão do ambiente digital. “Não queria virar meme e perder pênalti na Kings”.

