A partir de maio, a Seleção Brasileira iniciou uma nova fase com a chegada de Carlo Ancelotti, quarto treinador do Brasil desde a Copa do Mundo do Catar, e responsável por conduzir um processo de reconstrução em meio a pouco tempo e muitas cobranças.
Sob o comando do italiano, a Amarelinha disputou oito partidas em quatro datas Fifa, com um retrospecto de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, somando 14 gols marcados e apenas cinco sofridos, o que resultou em aproveitamento de 58,3%.
MAURO PIMENTEL / AFP
A estreia do treinador aconteceu fora de casa, com empate sem gols diante do Equador. Na sequência, o Brasil venceu o Paraguai por 1 a 0 e superou o Chile por 3 a 0, ambos no Maracanã, mas sofreu revés por 1 a 0 para a Bolívia, fora de casa. Em outubro, nos amistosos na Ásia, a equipe alternou bons e maus momentos: goleou a Coreia do Sul por 5 a 0, mas perdeu para o Japão por 3 a 2. Já na última data Fifa do ano, venceu o Senegal por 2 a 0 e empatou em 1 a 1 com a Tunísia. O retrospecto final foi de quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, refletindo um ano de transição, testes e amadurecimento da ideia de jogo.
Mais do que os resultados, o período foi marcado por testes em larga escala: Ancelotti convocou 48 jogadores, utilizou 42 deles e não repetiu nenhuma escalação, em clara fase de observação e ajustes.
Mesmo com a oscilação natural de um time em formação, o Brasil apresentou sinais de evolução. A goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul e a vitória por 2 a 0 diante do Senegal mostraram um time mais intenso, vertical e agressivo ofensivamente. Por outro lado, derrotas como a sofrida contra o Japão e o empate frustrante por 1 a 1 com a Tunísia evidenciaram fragilidades defensivas, além de dificuldades quando a equipe precisou propor o jogo.
