Esposa do ator Juliano Cazarré, Leticia Cazarré, de 41 anos, comoveu os brasileiros com a história de superação de uma das filhas, Maria Guilhermina, que nasceu com uma síndrome no coração e precisou de cirurgia logo depois do nascimento. A menina ficou na UTI por 8 meses e, hoje em dia, aos 3 anos, vive sob cuidados de uma equipe de enfermagem em casa. Com sua longa experiência como mãe de UTI Neonatal, Leticia relembrou a história que mudou sua vida para sempre.
Em um post nas redes sociais, Cazarré compartilhou um relato sobre uma decisão que tomou na época em que precisou acompanhar a filha todos os dias na UTI. Ela relembrou que decidiu se cuidar para estar bem para a filha mesmo em meio à dor de ver a bebê internada.
“Durante 8 meses, minha filha esteve na UTI, lutando pela vida. Eram dias e noites intermináveis, vendo aquela criança minúscula conectada a máquinas. Eu passava a noite quase sem dormir, voltava para casa às 23h e começava tudo de novo no dia seguinte. Medo, exaustão, incerteza. E aqui está o que eu fiz, e que muitos não entendiam: eu sempre me arrumava. Sempre. Maquiagem, cabelo, roupa bem pensada”, disse ela.
E completou: “Não era vaidade. Não era fingir que estava tudo bem. Era um sistema. Um sistema que me dizia: ‘Se são 7h da manhã, então você se arruma’. Eu não esperava ter força de vontade. Eu não esperava estar motivada. Eu simplesmente fazia. E isso me ajudou a atravessar o inferno. Porque quando você esta no meio da tempestade, você não pode confiar em motivação. Você precisa confiar em sistemas. E algo inesperado aconteceu: aquilo inspirou outras mães. Elas viram que era possível se cuidar mesmo no meio do caos. E que se cuidar é o que te permite cuidar melhor dos outros. O sucesso não vem de trabalhar mais horas ou ter mais disciplina. Vem de desenhar sistemas que fazem o trabalho duro por você”.
O sentimento por trás da decisão
Na legenda de seu post, Leticia Cazarré relembrou os sentimentos que teve ao tomar a decisão de se cuidar em meio à tempestade da internação da filha.
“Durante aqueles oito meses, eu não estava tentando ser forte. Eu estava tentando não me perder. Minha filha lutando pela vida, UTI, máquinas, noites sem dormir, medo… e, ainda assim, todos os dias, às 7h da manhã, eu me levantava, me arrumava e ia. Não era vaidade. Era um sistema. Quando você está atravessando o pior momento da sua vida, não dá para confiar e se deixar guiar pelo que você sente. É nesses momentos que os sistemas nos mantêm fazendo aquilo que precisa ser feito. Aquilo me lembrava quem eu era. Me impedia de me dissolver na dor. Me mantinha funcional quando, emocionalmente, eu não estava. E, sem perceber, aquilo começou a impactar outras mães também. Sucesso não é só crescer quando tudo está favorável. É se manter inteira quando nada está”, afirmou.
A saúde de Maria Guilhermina
Vale lembrar que Maria Guilhermina nasceu com um problema raro no coração. Ela veio ao mundo em 21 de junho de 2022, em uma maternidade de São Paulo, com uma cardiopatia congênita rara, chamada Anomalia de Ebstein. O diagnóstico foi feito ainda na gravidez e ela passou por uma cirurgia no coração logo depois do nascimento.
A menina passou os seus primeiros meses de vida na UTI do hospital. Ao longo de sua vida, ela passou por outros procedimentos cirúrgicos e momentos de urgência. Hoje em dia, Maria Guilhermina recebe cuidados em home care, que é o cuidado especializado com equipamentos médicos em casa, e vai ao hospital para procedimentos ou em momentos de cuidados médicos.
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