A morte da idosa Clereni Maria Menegassi, de 68 anos, encontrada dentro de casa na noite de quarta-feira (4), no bairro Universitário, em Cascavel, segue cercada de mistério e mobilizando as investigações da Polícia Civil. O caso é tratado inicialmente como feminicídio, já que a vítima apresentava ferimentos graves provocados por arma branca.
Clereni morava sozinha e foi localizada sem vida dentro da residência após familiares estranharem a falta de contato desde o último domingo. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido dias antes da descoberta do corpo. A Polícia Científica recolheu o corpo, que foi encaminhado ao necrotério para exames de necropsia que devem confirmar a causa da morte e ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio.
Enquanto a investigação avança, vizinhos começam a relatar detalhes da rotina recente da idosa. Um morador que vive próximo à casa da vítima contou à imprensa que não tinha grande proximidade com Clereni, mas percebeu a presença de um homem diferente na residência nos últimos dias.
Segundo ele, a idosa costumava manter amizade mais próxima com uma outra vizinha, mas não era muito próxima de outros moradores da rua. O vizinho também relatou que sabia apenas que Clereni havia trabalhado anteriormente em um supermercado da cidade, mas não tinha contato frequente com ela ou com familiares.
De acordo com o relato, um homem passou a ser visto na casa da vítima recentemente, algo que chamou a atenção dos moradores da região. “No carro dela eu vi um homem que sempre saía com ela. Desde a semana passada ele estava por aqui, eu nunca tinha visto esse homem antes”, contou.
O morador descreveu o indivíduo como sendo um homem baixo, de porte mais robusto e que aparentava ter cavanhaque. “Ele era baixote, meio gordo, parecia que tinha um cavanhaque. Eu nunca tinha visto homem por aqui antes da semana passada”, relatou.
Ainda segundo o vizinho, o comportamento de Clereni também pareceu mudar nos dias que antecederam a descoberta do crime. Ele contou que a idosa costumava ser uma pessoa bastante ativa e comunicativa no dia a dia.
“Ela sempre cantava, falava alto, às vezes provocava, era o jeito dela. Era brava também, falava com os cachorrinhos dela. Mas de segunda-feira para cá ela ficou quieta, bem aquietada”, disse.
O morador afirmou ainda que chegou a imaginar que o homem visto na residência pudesse ser um parente da vítima, hipótese que acabou sendo descartada posteriormente.
“Eu pensei que podia ser irmão dela, até minha mulher achou isso, mas depois vimos que não. Ele era baixote e ela era magra, então achamos estranho”, acrescentou.
Informações já levantadas pelas autoridades apontam que Clereni mantinha contato recente com um homem estrangeiro de nacionalidade argentina, conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento. A possível ligação entre esse relacionamento e o crime está entre as linhas investigativas analisadas pela Polícia Civil.
Em meio à tragédia, a família também vive um momento delicado. No mesmo período em que o crime ocorreu, a filha da vítima entrou em trabalho de parto em Cascavel e deu à luz gêmeos, situação que marcou profundamente os familiares.
A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e analisando provas para identificar o autor do crime e esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Clereni Maria Menegassi. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
