A Aston Martin chegou a um caminho sem volta com o péssimo início na temporada de 2026 da Fórmula 1? Para o ex-piloto David Coulthard, não, mas ele alertou que o esforço de recuperação pode resultar em “penalidades enormes” por conta do teto orçamentário da categoria. Isso porque, para deixar o motor operacional, a equipe e a Honda podem ter que ultrapassar o limite.

Isso não seria novidade para a fabricante japonesa, que teve as mesmas dificuldades em seu retorno ao esporte em 2015 com a McLaren. Coincidentemente, Fernando Alonso, hoje piloto da escuderia britânica, também estava no time. Naquela temporada, foram várias corridas largando do fundo do grid e um fim de ‘casamento’ precoce, com apenas três anos de parceria.

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“A última vez que tivemos esse tipo de dificuldade foi quando a Honda forneceu motores para a McLaren, e essa relação não terminou bem”, relembrou Coulthard no podcast Up To Speed. “E o que era uma infelicidade entre eles na época se transformou no período de sucesso com a Red Bull“, continuou, ressaltando que o ‘pesadelo’ acabou com os quatro títulos de Max Verstappen.

“Eles vão se recuperar, mas (acredito que) com penalidades enormes, porque terão que ultrapassar o limite orçamentário para desenvolver esse motor em algo operacional e capaz de dar à equipe uma oportunidade”, explicou o ex-piloto, que usou sua experiência para ‘aconselhar’ Alonso e Lance Stroll sobre como lidar com esse contratempo.

“Acho que a maneira como um piloto opera nessas situações é se concentrar no seu trabalho. Você não projeta o motor, você não projeta o carro. Você tem que confiar nas pessoas ao seu redor”, pontuou, relembrando que o espanhol bicampeão, por exemplo, já não tem mais ‘tempo’ para desentendimentos com a fornecedora.

Péssimo começo da Aston Martin em 2026 pode ser prejudicial às carreiras de Alonso e Stroll.

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

“Podemos dizer que esta é a última chance de Alonso. Quando sua jornada na Aston Martin terminar, ele não irá para a Ferrari. Ele não irá para a Red Bull. Ele tem 44 anos. Por mais brilhante que seja, e nós temos um enorme respeito por ele, este é o último ano ou os dois últimos anos de sua carreira”, projetou Coulthard.

Sobre Lance Stroll, o britânico é claro: pouco mercado para ele e quase uma ‘obrigação’ de fazer a equipe funcionar, pelos investimentos que a traz. “Primeiro, quem o contrataria? E segundo, ele não vai falar que vai para outro time. Seguirá fazendo o que faz até que finalmente consigam um carro vencedor”, analisou.

A apresentadora do podcast, Naomi Schiff, que estava com Coulthard acrescentou: “Eles investiram muito dinheiro nessa nova equipe, com as novas instalações, novos túneis de vento, trazendo pessoal de todo o paddock que tem muita experiência e é muito requisitado, com Adrian Newey. Tudo isso os colocou em ótima posição, mas aparecem com um motor que não funciona”.


Alonso foi apenas o 17º na classificação para o GP da Austrália de Fórmula 1.

Alonso foi apenas o 17º na classificação para o GP da Austrália de Fórmula 1.

Foto de: LAT Images

Depois de enfrentar desafios que limitaram seu tempo de pista nos testes de pré-temporada, a Aston Martin continuou a ter dificuldades durante o fim de semana do GP da Austrália, que tem a corrida marcada para o próximo domingo (8), com transmissão da Globo para a TV aberta no Brasil e cobertura em tempo real do Motorsport.com.

O carro de Stroll apresentou um problema no motor que o impediu de pilotar no TL3. Como resultado, o piloto canadense não conseguiu participar da classificação, mas recebeu permissão para competir na prova. Alonso, por sua vez, se classificou em 17º, enquanto o canadense parte de 22º.

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