Milhões de brasileiros que recebem benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social podem ter um reforço financeiro já no próximo mês. O governo federal avalia antecipar novamente o pagamento do 13º salário da Previdência, o que faria com que a primeira parcela fosse liberada ainda em abril.

Popularmente chamado de “gratificação de Páscoa”, o adiantamento acontece quando o abono anual dos segurados é pago no primeiro semestre. A medida ainda precisa ser oficializada por meio de um decreto presidencial, mas nos últimos anos a antecipação tem sido adotada com frequência.

Se confirmada, a iniciativa pode beneficiar cerca de 35 milhões de aposentados, pensionistas e outros segurados, além de movimentar aproximadamente R$ 78 bilhões na economia brasileira. Esse volume de recursos costuma impulsionar principalmente o comércio e serviços em cidades pequenas e médias, onde os benefícios previdenciários têm grande peso na renda local.

Quem recebe e como funciona o pagamento

O 13º salário pago pelo INSS é destinado a segurados que recebem benefícios previdenciários. Entre os grupos contemplados estão aposentados, pensionistas por morte e beneficiários de auxílios como incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão.

Quando o governo decide antecipar o pagamento, o valor é dividido em duas etapas ao longo do primeiro semestre. A primeira parcela costuma ser liberada em abril, junto ao calendário regular de pagamentos do instituto, e corresponde a cerca de metade do valor mensal do benefício.

Já a segunda parcela normalmente é paga em maio, também seguindo o cronograma baseado no número final do benefício.

Por outro lado, quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não tem direito ao abono anual. Isso acontece porque o programa possui caráter assistencial e não previdenciário.

A confirmação oficial do calendário de 2026 deve ocorrer nas próximas semanas. Enquanto isso, beneficiários podem acompanhar atualizações nos canais digitais e na central de atendimento do INSS.

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