O escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, informou nesta segunda-feira (16) que entrará com um processo contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, por calúnia e difamação.
A ação judicial contestará declaração em que o parlamentar cita uma possível “circulação de recursos” entre a facção PCC (Primeiro Comando da Capital) e familiares de Moraes e do ministro Dias Toffoli.
O processo será apresentado à Justiça Estadual de São Paulo e também pedirá a condenação por danos morais.
“A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recursos é ilícita”, disse o senador em entrevista ao SBT News.
O senador fez menção a “apurações em andamento” que indicariam os repasses da facção para “autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos e, eventualmente, pessoas ligadas ao Judiciário”.
A disputa judicial ocorre em meio às revelações de que o escritório de Viviane tinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, que teve o dono, Daniel Vorcaro, preso e liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.
Toffoli, por sua vez, vendeu a sociedade que tinha em um resort para um fundo ligado ao Master.
Nas redes sociais, Vieira classificou o processo como uma tentativa de intimidation e negou que tenha feito a declaração como descreve o escritório de advocacia.
“A afirmação deles é que eu teria dito em alguma entrevista que dinheiro do PCC circula pelas contas de familiares do ministro. Eu não falei isso. O que falei e tenho que repetir é que a família do ministro através do escritório de advocacia recebeu recursos do Banco Master e o Master hoje todos sabemos que era uma organização criminosa”, afirmou.
