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Longe dos holofotes desde que se elegeu senador por São Paulo em 2022 com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador e astronauta Marcos Pontes (PL) se viu agora em uma polêmica envolvendo políticos da região do ABC paulista nos últimos dias. As desavenças começaram, publicamente, em março deste ano, quando o prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, participou de evento e declarou apoio ao deputado federal Guilherme Derrite (PP), que é um dos cotados a ser lançado a uma das duas vagas ao Senado nas eleições deste ano.
O problema é que Campanella, então filiado ao mesmo PL de Marcos Pontes, declarou que São Paulo “tem a pior representatividade no Senado de toda a União”. “Temos três senadores que, absolutamente, não correspondem ao que o estado espera deles”, disse o chefe do Poder Executivo de São Caetano. A afirmação chegou à cúpula do PL, que deliberou pela expulsão do político da legenda. Agora, Campanella avalia propostas de outros partidos, entre eles o Republicanos do governador Tarcísio de Freitas, para se filiar. Em coletiva de imprensa, o político do ABC disse que não se arrepende de nenhuma declaração. VEJA procurou Pontes, por meio de assessoria, e aguarda manifestação.

O caso chamou atenção de outros políticos paulistas. Um deles, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Orlando Morando (MDB), que disse apoiar Campanella. “O senador foi eleito em 2022 e eu fui prefeito até 2024. Ele nunca esteve presente para discutir o futuro de São Bernardo. Então, as palavras do prefeito Tite (Campanella) são amplamente referendas por mim”, disse Morando, que deixou recentemente o governo de Ricardo Nunes (MDB), na capital paulista, para disputar eleição deste ano. Morando ainda afirmou que Pontes “nada ou pouco fez pelo nosso Estado, a não ser andar com roupa de astronauta, fantasia de astronauta. Espero que tenha sido um brilhante astronauta, porque é um péssimo senador da República”, completou.
