Na manhã da última terça-feira (2) a Polícia Militar de Cambira foi acionada para atender a uma denúncia de consumo de bebida alcoólica por alunos nas dependências de um colégio estadual localizado na Rua Uruguai. O episódio foi registrado por volta das 10h45, após um dos estudantes passar mal e apresentar vômitos, levantando suspeitas sobre a ingestão de substâncias proibidas.

Ao chegarem ao local, os policiais foram informados pelos monitores da instituição sobre o ocorrido. Em seguida, ao conversarem com os estudantes, foi confirmado que vários deles haviam consumido bebida alcoólica durante o período escolar.

As investigações preliminares revelaram que um aluno forneceu dinheiro a uma colega, que se deslocou até um mercado próximo à escola para adquirir uma garrafa de vodka de 500 ml. O recipiente foi entregue a outro estudante, responsável por distribuir a bebida entre o grupo dentro das instalações do colégio. Algumas alunas relataram à polícia que acreditaram estar consumindo água, uma vez que o líquido estava acondicionado em uma garrafa plástica transparente. Após o consumo, a embalagem foi esvaziada e deixada no interior da escola.

Diante dos fatos, uma das alunas envolvidas foi encaminhada à delegacia, acompanhada de seu pai. O gerente do mercado onde a bebida foi adquirida também foi conduzido para prestar esclarecimentos, em conformidade com o artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe a venda de produtos que possam causar dependência a menores de idade.

A funcionária do caixa, uma mulher de 43 anos que teria realizado a venda da vodka, não se encontrava no estabelecimento no momento da abordagem policial, mas foi identificada posteriormente por meio das imagens das câmeras de segurança do local.

No total, dois alunos e uma aluna foram arrolados no boletim de ocorrência, todos acompanhados por seus responsáveis legais durante os procedimentos policiais. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Apucarana, que dará prosseguimento às investigações e adotará as providências cabíveis.

Fonte: Clécio Silva

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