
Há uma série de pontos em que pode haver divergência com Carlo Ancelotti. Há quem não convocasse Neymar — este colunista. Ou quem o cortasse agora – eu também. Mas o direito de Ancelotti é manter aquiilo em que acredita, especialmente se a gestão da crise levar ao título mundial.
A CBF esperou Neymar chegar à Granja Comary, para não invadir a jurisdição do Santos, que mentia ao chamar a lesão de edema. Assim que recebeu o jogador, levou-o para um exame e teve certeza da gravidade. Evitou o conflito ao fazer um pronunciamento em vez de entrevista coletiva. Pela transparência, conferência de imprensa seria perfeito. Pela gestão da crise, talvez não.
Ancelotti treina o time e deixa Neymar ao largo. Mais ou menos como fez com Rivaldo, sobre quem relata em seu livro “O Sonho” ter sido o único brasileiro com quem teve problema. Rivaldo foi informado por Ancelotti que não jogaria uma partida. Não gostou. Ouviu que jogaria a próxima e se surpreendeu ao saber que também ficaria no banco.
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