O próximo evento astronômico pode causar um “apagão” temporário em certas partes do globo. Apesar do nome chamativo, o fenômeno não envolve falhas elétricas nem representa risco à população.
Trata-se de um eclipse solar anular, conhecido como “anel de fogo”, que provoca um escurecimento momentâneo do céu em regiões específicas do planeta.
Eclipse solar anular cria efeito de “apagão” e anel luminoso no céu
O eclipse solar anular acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas sem cobrir completamente o disco solar. Isso ocorre porque a Lua está em seu ponto mais distante do planeta, chamado apogeu. Nesse alinhamento, a borda do Sol permanece visível, formando um círculo brilhante ao redor da Lua — o famoso anel de fogo.
Durante o pico do fenômeno, o céu escurece de forma perceptível, dando a sensação de que o dia virou noite por alguns minutos. É esse efeito visual que explica o uso da expressão “apagão”.
O eclipse do dia 17/02 será parcialmente visível em regiões da América do Sul, especialmente no sul da Argentina e do Chile, além de áreas da chamada África Austral. No Brasil, o fenômeno não poderá ser observado, nem mesmo de forma parcial.
Especialistas reforçam que eclipses solares são eventos naturais previsíveis e não representam perigo quando observados com os equipamentos adequados. Olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos à visão, por isso o uso de filtros certificados é essencial nas regiões onde há visibilidade.
Embora não seja visível em território brasileiro, o eclipse anular faz parte de uma sequência de eventos astronômicos importantes previstos para os próximos anos. Em 2026 e 2027, eclipses solares e lunares devem atrair a atenção em todo o mundo.
