O mercado de locação em Curitiba registra ritmo favorável, especialmente no segmento comercial. Em janeiro, a Locação Sobre a Oferta (LSO) do setor alcançou 7,8%, um salto de 3,3 pontos percentuais (p.p.) em comparação com dezembro de 2025.
O levantamento mais recente do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR), revela ainda que a procura por lojas cresceu 4,3 p.p no período, chegando a 8,2% em janeiro.
O Centro lidera a preferência dos inquilinos, concentrando 30,9% dos aluguéis comerciais e 15,6% das locações com finalidade de moradia contratadas em janeiro.
No setor residencial, os resultados também mostram crescimento. A LSO atingiu 24,2% em janeiro, representando alta de 4,9 p.ps em relação a dezembro. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 3,9 p.ps.
Imóveis mais buscados em Curitiba
Entre os imóveis mais buscados no primeiro mês do ano, os studios ganharam destaque, passando de 17,4% da oferta locada em dezembro para 22,8% em janeiro. Os apartamentos de um dormitório também registraram aumento significativo na procura, com crescimento de 5,5 p.p, alcançando 32,4%. Essas altas refletem a sazonalidade do período, considerando que essas unidades são tradicionalmente mais procuradas por estudantes e trabalhadores que se mudam para a capital no início do ano.
Os apartamentos de dois quartos tiveram igualmente bom desempenho, com a LSO da tipologia subindo de 26% para 31,7%. Os sobrados em condomínio fechado viram 26,5% da oferta locada, um expressivo aumento de 11,6 p.p.
Bairros de Curitiba mais procurados pelos inquilinos
Além do Centro, o bairro Água Verde aparece entre os preferidos dos inquilinos que firmaram contrato em janeiro, representando 6,3% das locações residenciais e 8,2% das comerciais no período.
Na sequência, para moradia, aparecem Portão (4%), Rebouças (3,9%) e Novo Mundo (3,2%). No segmento comercial, o Batel ocupa a terceira posição, com 5,5%, seguido por Alto da XV (4,5%), Hauer, Portão e São Braz (com 2,7% cada).
A taxa de inadimplência dos inquilinos, que considera atrasos superiores a 30 dias no pagamento do aluguel, permaneceu estável em 1%.


