Em Guaraniaçu, no Oeste do estado, um empresário do ramo de cereais que aplicou golpes contra mais de 100 vítimas no município de Campo Bonito, que integra a comarca, foi condenado a 16 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de multa equivalente a 592 salários mínimos e de R$ 23,8 milhões às vítimas pelos danos a elas causados.
Áudio da promotora de Justiça Ana Carolina Lacerda Schneider
O réu, denunciado em 10 de outubro de 2025 pelo Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Guaraniaçu, era proprietário de uma empresa cerealista e, mesmo após vender o seu negócio para uma Cooperativa da região, continuou negociando grãos com diversos agricultores, adquirindo e recebendo mercadorias sem realizar os respectivos pagamentos. Com os golpes, ele teria obtido enriquecimento ilícito de mais de R$ 20 milhões.
Conforme apurado, o réu possuía o negócio havia cerca de 30 anos e atuava no ramo armazenando nos silos de sua propriedade sacas de soja e trigo de agricultores. Os produtos eram comercializados por ele, com os pagamentos feitos posteriormente aos produtores rurais. Entretanto, em 6 de junho do ano passado, ele assinou contrato de venda de sua empresa para uma conhecida Cooperativa, sem que a transação fosse comunicada aos produtores dos grãos.
As vítimas descobriram o golpe no mês seguinte, quando, ao se deslocarem até o estabelecimento comercial do denunciado, descobriram que ele havia encerrado as atividades da empresa e que o local havia sido vendido. O réu agora condenado estava preso preventivamente e teve a prisão mantida na sentença condenatória.
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13/10/2025 – MPPR denuncia cerealista que aplicou golpes contra 120 produtores rurais em Campo Bonito e obteve enriquecimento ilícito de R$ 20,3 milhões
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Fonte: MPPR
