A quinta-feira (26) está movimentada na vida de Thayane Smith, jovem que ficou conhecida após deixar o “amigo” Roberto Farias na trilha do Pico Paraná. Thayane voltou a ser assunto nas redes sociais depois de publicar vídeos contando sobre seu primeiro dia de faculdade em Manaus (AM), onde alegou estar sendo vítima de perseguição e de uma abaixo-assinado que pede sua retirada da turma.

A jovem voltou à cidade natal após os eventos no Paraná. Ela está cursando Biomedicina na Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro). No primeiro dia de aula, ela se desentendeu no grupo de mensagens dos alunos do curso e afirma estar sendo boicotada por colegas.

Thayane conta que se candidatou à posição de representante de turma, ficando em terceiro lugar. No grupo, ela se indignou com a postura dos colegas e o tom das mensagens, chamando de “bando de adolescentes”. Os colegas afirmaram, segundo ela, que Thayane estava com inveja por não ter sido eleita.

“Não parece nem ser de faculdade. Parece de ensino médio. Só assuntos irrelevantes sobre várias coisas. Quem tem a vida corrida não consegue acompanhar todas as mensagens e acaba perdendo muitas coisas relevantes. Eu me estressei sobre isso e acabei me alterando”, diz Thayane (assista ao vídeo).

Perseguição e abaixo-assinado

Thayane afirma ter se retirado no grupo, mas levando parte da discussão para a sala de aula. Lá, ela diz ter confrontado a turma pelo fato de haver pouca interação entre alunos e professores. A jovem diz ter sido a primeira a se retirar da sala, achando estranho que o restante da turma permaneceu no local. Na sequência, ela comentou sobre o abaixo-assinado movido contra ela.

“Comentaram comigo que as meninas vão fazer um abaixo-assinado pra eu ser retirada da sala, pois elas não me querem na sala de Biomedicina” cita. Irônica, ela finaliza dizendo ser “tão poderosa que a sala toda precisa se unir contra uma pessoa”

Respostas sobre a perseguição

Após os vídeos, Thayane publicou print de uma convocação para comparecer na coordenação do curso de Biomedicina da instituição. A mensagem não relata o assunto a ser discutido, previsto para a noite desta quinta-feira (26).

A polêmica do Pico Paraná

O que começou como uma trilha no Pico Paraná acabou ganhando grande repercussão após o desaparecimento de Roberto Farias Thomaz, conhecido como Betinho, e o indiciamento de Thayane Smith por omissão de socorro. Em vídeo nas redes sociais, Thayane afirmou que a expedição não era apenas uma aventura: ela esperava que a experiência evoluísse para algo mais íntimo entre os dois. Segundo relatou, levou oito preservativos na expectativa de que pudesse acontecer algo, mas disse que o interesse foi “broxante” já no início da caminhada, diante de atitudes e comportamentos que a desagradaram.

Ela contou que, durante a subida, enfrentava cansaço, fome e sede, enquanto Roberto fazia brincadeiras e cantava, o que teria aumentado seu desconforto. Também afirmou que esperava dele uma postura mais segura e protetora, especialmente por sua formação na área de segurança, mas não se sentiu amparada. Embora tenha dormido nua ao lado dele na barraca para se aquecer por causa da chuva, garantiu que não houve intimidade e que seus limites foram respeitados. A situação se agravou na descida, quando Roberto passou mal e os dois se separaram; ele ficou desaparecido por cinco dias, e o Ministério Público do Paraná denunciou Thayane por omissão de socorro, com base no artigo 135 do Código Penal.

Com informações do portal Banda B.

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