O grupo Stellantis, dono de Jeep, Fiat e Peugeot – dentre outras -, pode ter revelado discretamente o que esperar da nova geração do Renegade. O modelo, hoje um veterano no mercado, já até saiu de linha em outras regiões, mas já teve nova encarnação confirmada até o fim desta década.
Nos slides apresentados no evento, chamou atenção um SUV de linhas bem quadradas, em tom verde, mas sem especificações, apenas com uma imagem de três quartos dianteira. E se for esse o novo Jeep Renegade?
Projeção: novo Jeep Renegade 2027
Foto de: Reprodução
Quando chega?
A pergunta que não quer calar. Para responder, é preciso revisitar o plano estratégico anterior da Stellantis, o DareForward assinado pelo ex-CEO Carlos Tavares e (em boa parte) colocado de lado com o novo FaSTLAne 2030. Segundo o que foi declarado em 2024, o novo Jeep Renegade deveria chegar em 2027, o que não parece ser o caso.
Até o momento, não há flagras do SUV rodando em nenhuma região, mas já sabemos que ele está confirmado ao menos para a América do Sul, junto também da nova geração de Compass e Commander.

Plano estratégico para Jeep na América do Sul
Foto de: Stellantis
Para outras regiões, a Jeep apenas reservou o espaço para falar do novo Wrangler Scrambler e uma picape média mais robusta que a Gladiator, ambos provavelmente focando só na América do Norte. Ainda assim, a marca americana terá muitas outras novidades até 2030 e, como marca global (ao lado de Fiat, Peugeot e Ram), vai olhar para uma pluralidade de mercados.
Como pode ser
O SUV mostrado na coletiva tem claros exageros de modelos conceituais, como as rodas desproporcionalmente grandes e conjunto óptico bem chamativo, mas dificilmente transferível para um modelo de produção. Partindo da hipótese de que se trate realmente do novo Jeep Renegade, o foco deve estar em proporções e linhas, bem robustas e (muito) quadradas, para manter coerência com o atual e, ao mesmo tempo, atualizar o estilo geral.
Assim como na nova geração do Compass e Avenger – que chega em breve ao Brasil -, as extremidades das sete fendas da grade são iluminadas e delas nascem conjuntos ópticos bem finos. A dianteira é alta e, abaixo, há um skid plate, elemento que faz diferença no fora de estrada. As laterais contam com proporções abauladas como no Compass e a traseira parece descer praticamente perpendicular ao solo.
Ao menos por enquanto, a única certeza que temos sobre o novo Jeep Renegade é a plataforma: ela será baseada na STLA One e, portanto, poderá usar conjuntos mecânicos MHEV, HEV e 100% elétricos.
Entre os HEVs que a Jeep oferece em outros mercados, há a nova geração do Cherokee – registrada há poucos dias no Brasil e presente no Salão do Automóvel do ano passado – e que traz o motor 1.6 THP, utilizado há alguns anos em modelos da Peugeot e da Citroën, mas preparado para receber dois motores elétricos adicionais.
O primeiro funciona como gerador, enquanto o segundo traciona as rodas. Por aqui, não seria surpresa se o motor a gasolina fosse trocado pelo 1.3 T270, que é flex e utilizado desde os Pulse e Fastback Abarth até modelos maiores – e pesados – como o Commander, mas mantendo o câmbio do tipo eCVT do Cherokee.
Já com híbrido-leve, as marcas da Stellantis utilizam lá fora o 1.2 Puretech, vindo da Peugeot, com sistema bem semelhante ao que a Fiat utiliza por aqui nos Pulse e Fastback com propulsor 1.0 T200. Pela lógica e pelo nível de investimento nesse último na nossa região, é bem improvável que utilize a receita europeia, permanecendo com o motor já utilizado por aqui. Corrobora com isso o lançamento do Avenger, que chegará justamente com esse motor.
De qualquer forma, estamos falando de planos apenas para o fim desta década. O Renegade foi reestilizado no Brasil em março, tendo o maior nível de atualização em toda sua história – envolvendo até novo painel -, então a Jeep dificilmente o descartará em menos de dois ou três anos.
Fonte do Artigo
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