Desde a implementação em 2021, o sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow — sem cancelas ou cabines físicas, que permite a passagem de veículos por pórticos em velocidade normal — já acumulava, até fevereiro, mais de três milhões de multas por evasão em todo o Brasil, volume que transformou o modelo, apresentado como símbolo de modernização, em alvo de críticas, denúncias e disputa política. Só no Rio de Janeiro, na rodovia Rio-Santos, houve 1,4 milhão de autuações; no Rio Grande do Sul, mais de 1,1 milhão.

A promessa do novo sistema era de uma cobrança mais justa, proporcional à distância percorrida, além de maior fluidez no trânsito e redução de emissões, já que elimina paradas. Na prática, porém, a implementação tem revelado um cenário mais complexo.

Relatos de usuários, documentos técnicos e discussões no Congresso apontam problemas recorrentes: dificuldade de acesso às plataformas de pagamento, atraso na disponibilização dos registros de passagem por pedágios, cobranças indevidas e comunicação ineficiente com motoristas.

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