A partir desta quarta-feira (16/04), está liberada a colheita e a comercialização de pinhão em todo o Paraná. Neste ano, a temporada começou duas semanas mais tarde em relação a 2025.
Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a colheita teve início em 1º de abril. No Paraná, porém, o início mudou de data por decisão do Instituto Água e Terra (IAT), com o objetivo de garantir a extração sustentável e preservar o ciclo reprodutivo da Araucária. A venda de pinhão oriundo de outros estados não é permitida no território paranaense.
A medida também busca garantir a segurança alimentar. Pinhas verdes e imaturas podem favorecer o desenvolvimento de fungos e mofo devido à alta umidade, o que compromete a qualidade do produto e pode trazer riscos à saúde.
Com a liberação, o pinhão deve começar a aparecer em mercados, feiras e comércios locais. Em Curitiba, a tradicional Feira de Inverno da Praça Osório, um dos principais pontos de venda do produto, costuma ocorrer a partir de junho.
Por que é proibido colher pinhão antes da data?
A cadeia produtiva do pinhão movimenta, em média, R$ 25 milhões por ano no Paraná. A safra, iniciada em abril, segue até junho. As principais cidades produtoras são Pinhão (17,5%), Inácio Martins (14,9%), Turvo (8,7%), Guarapuava (7,3%) e Prudentópolis (5,2%).
O pinhão é fonte de renda para famílias e comunidades que atuam na preservação da araucária, espécie ameaçada de extinção. A colheita antecipada prejudica tanto o ciclo natural da planta quanto a economia local, além de configurar crime ambiental.
Em caso de descumprimento da norma, a multa é de R$ 300 para cada 50 quilos apreendidos ou fração equivalente.


