Além da violência doméstica e o medo de permanecer dentro de casa, temos nos dias atuais a violência urbana e o medo de ir pra rua. Como gerir estas realidades? E diante de tantas incertezas, existem pessoas que não querem ir ao mercado, a farmácia ou ao posto médico por conta da temeridade do que pode encontrar pela frente. Você vive alguma destas realidades? Como é estar inserida dentro deste contexto?
A bem da verdade, notamos que a violência está dentro e fora de casa, correto? Muitas pessoas saem de casa com seus passos ligeiros, desconfiados, regidas por um estado intenso de ansiedade, pânico e sensação de estar diante de um eminente perigo. Existem muitas pessoas reféns do medo e por ele escravizadas. Como você tem gerenciado os seus medos?
A sensação de constante insegurança, mesmo diante dos profissionais de segurança pública. A qualquer sinal aparente de perigo, se desesperam, gritam, correm ou agem com total agressividade uns com os outros. Como está hoje a sua saúde emocional dentro e fora da sua casa? Quais dos dois espaços lhe causa mais tensão e medo?
Vemos diariamente diversos motoristas em seus veículos, estacionados ou em trânsito ao menor sinal de alguém próximo, já acionam suas travas das portas, como se estivessem diante de um ataque ou roubo. São atitudes involuntárias, outras vezes, conscientes, mas que são sinais típicos de uma sociedade enferma emocionalmente.
Você já passou por esta situação? Como foi a sua reação ao perceber? Você já passou por alguma agressão no trânsito em palavras ou ato físico? Como você resolveu a situação? Ainda se assusta no trânsito? A presunção e o preconceito caminham de mãos dadas – por conta das atitudes de uma pessoa, em geral, o trauma cria barreiras protetoras ao menor sinal.
Outro exemplo recorrente é quando alguém se aproxima – os celulares guardados ligeiramente e as bolsas são puxadas rapidamente para frente. Tudo para se proteger de uma possível suspeição, os passos são acelerados, outros, até correm para atravessar a rua sem olhar para os lados, nos quais as vezes são acidentados. Já passou por esta situação? O que você ficou de lição se não foi o que você pensava?
Os telejornais destacam sobre a grande desordem social visível em diversas metrópoles. Acompanhamentos com apreensão, o crescimento do desemprego, a falência das pequenas, médias e grandes empresas diante de economias pouco sustentáveis.
Sem deixar destacar os grandes impactos causados pelas desigualdades sociais que atualmente mostram visivelmente a forte diferença entre as classes – passando a existir predominantemente apenas rico, pobre e miserável, desaparecendo praticamente a classe média. Esse é um cenário motivador? É uma realidade que faz as pessoas acreditarem em dias melhores? Infelizmente, não. Daí, caem significativamente as suas expectativas positivas, dando lugar até mesmo, ao medo do futuro. É o seu caso?
Os altos níveis de violência doméstica e urbana refletem em números alarmantes de criminalidade com desdobramentos em diversos casos críticos de homicídios. Sem descartar o crescimento em termo de presença do tráfico de drogas nos mais diversos setores da sociedade, inclusive dentro da família. Não perca as esperanças. Não desista de você por conta destes tristes cenários, ainda que a sua família tenha sido surpreendida por algum evento infeliz!
Não deixe de acreditar nas suas escolhas profissionais por conta de governos desgovernadas, políticas públicas precárias ou pouco eficazes para as necessidades da população, carga tributária em altos patamares. Os investimentos limitados nas áreas de educação, desenvolvimento científico e tecnologia para os estudantes em escola significativa. Apesar de todos estes aspectos negativos, seja a sua própria luz do seu caminho. Porque temer o seu próprio brilho? Seja você, o governo da sua vida e materialize os seus próprios projetos.
* Uemerson Florêncio – Escritor. Treinador, palestrante e correspondente internacional onde expõe sobre a análise da linguagem corporal, gestão da imagem, reputação e crises.
