Para Zé Lopes, vestir-se para uma gala não é apenas um ritual de imagem: é o atrevimento de ser “feliz no simples”, e talvez seja esse o segredo do apresentador que tanto admiramos. Em conversa com a VERSA, enquanto se preparava no Lumen Hotel, Zé Lopes falou sobre a importância de confiar no styling de amigos e dos nossos profissionais, deixando o cabelo a cargo de Filipe Bandeirinha e a maquilhagem com Margarida Saraiva. Mas fomos mais longe. Confessou inspiração em ícones da cultura pop e, ainda, sobre o equilíbrio entre a persona televisiva e a importância na liberdade de expressão pessoal. Entre hábitos de beleza simples, nostalgia de coordenados passados e a sua maior arma no guarda-roupa, a versatilidade, a conversa revela não só o Zé Lopes da red carpet, mas também alguém que traduz conforto e autenticidade em cada look… e em cada conversa.

Quem te veste para a gala e como nasceu o look? Houve estratégia ou foi amor à primeira prova?

O styling ficou a cargo do Diogo Raimundo, que já conheço há alguns anos, e que já se tornou um amigo. É um extraordinário profissional e confio nele de olhos fechados. Em termos de criadora de moda, como adorei o visual da Fátima Lopes que usei na gala da associação Sara Carreira e tenho estado bastante atento ao seu percurso, fez-me todo o sentido voltar a escolhê-la. E não podia estar mais satisfeito. A Fátima é das melhores do país, por isso não há como falhar.

Este look em específico nasceu de uma mistura entre estratégia e instinto. Tínhamos referências muito claras, como a atitude livre e icónica do Harry Styles. Curiosamente, este foi o primeiro look que experimentei — e foi logo o que escolhi. Testámos outros, mas este tinha algo diferente, que me encantou mal o experimentei e olhei para o espelho. Percebemos que não valia a pena forçar. Quando funciona à primeira, é porque é o certo. 

Se só pudesses usar um único produto de beleza para a gala, qual seria e porquê?

O meu produto de beleza de eleição será sempre o hidratante labial. Sou viciado, tenho imensos e não saio de casa sem colocar. Mas também tenho vindo a preocupar-me cada vez mais com a saúde da minha pele, por isso não dispenso protetor solar. 

Sendo um dos rostos da TVI, sentes que o teu estilo também comunica televisão – mais próximo do público – ou não queres saber desse “guião”?

Acho que tenho de me fazer valer pela minha capacidade profissional e pela minha preparação para todos os desafios que me colocam. A parte do visual também é muito importante claro, porque trabalhamos com a imagem, mas deixo à responsabilidade da equipa espetacular do guarda roupa da TVI. Cada macaco no seu galho (risos).

A Moda tem vivido muito da nostalgia… do vintage e do revival. Que look do teu passado voltarias a vestir em noite de festa?

Tendo em conta que o meu corpo está bastante diferente… seria difícil repetir coordenados (risos). Mas gostei muito do visual que usei na gala de aniversário da TVI no ano passado, e, como acima referi, amei o visual que usei em dezembro na gala da associação Sara Carreira. 

Se o teu guarda-roupa contasse a história do teu último ano, que peça escolherias para te representar? Porquê?

Eu acho honestamente que sou muito versátil na minha imagem… tanto adoro um visual com brilhantes para o carnaval no Rio de Janeiro como um fato de treino discreto para levar para o trabalho… mas como o meu lema é “feliz no simples”, diria umas calças de alfaiataria largas e uma malha quentinha, que eu sou muito friorento.



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