Iniciativa da Liga do Câncer e do Centro Acadêmico da UFCSPA tem o objetivo de fazer os estudantes compreenderem momentos marcantes da vida dos pacientes oncológicos
A menina passa por tratamento oncológico no Hospital da Criança Santo Antônio, na Capital e foi uma das protagonistas de um trote chamado Careca Amiga.
— Eu adorei! Foi o meu primeiro contato com paciente criança e uma experiência bastante rica. O lado humano é parte de ser médico — disse Fábio.
Há um ano e três meses, Fiorella faz tratamento para um tumor no cérebro. A mãe, Laís Goulart, de Uruguaiana, conta que a menina teve de raspar os longos cabelos pouco antes de uma cirurgia.
— Eu achei que seria mais difícil, mas ela reagiu bem, é uma menina de muita fé. E as crianças se sentem bem melhor vendo as outras pessoas com a cabeça raspada — comentou a mãe.
Compenetrada, Ashley Luane Cueva Mendes, cinco anos, parecia muito a vontade com a máquina e raspou a cabeça de vários estudantes.
— Quando ela internou (há um ano, para tratar de leucemia), tinha os cabelos cheios de cachinhos. Na primeira vez que cortou o cabelo, eu e a cabeleireira choramos, enquanto ela ria e dizia que estava ficando linda. A Ashley nunca quis usar peruca ou faixa — observou Pamela Cueva, 32 anos, de Sapiranga.
Ao todo, 14 calouros cortaram os cabelos no Hospital Santo Antônio e quatro deixaram mechas para encaminhar à produção de perucas pela ong Cabelaço, que participa do trote que está na terceira edição.
A iniciativa é da Liga do Câncer e Centro Acadêmico da UFCSPA e tem o objetivo de incutir a empatia nos estudantes, relacionando momentos marcantes da vida dos pacientes oncológicos — como a queda dos cabelos durante o processo de quimioterapia — e dos estudantes de Medicina, que geralmente raspam a cabeça depois de alcançar a aprovação no vestibular.
Cabeleireiros voluntários ligados à ong também estiveram presentes para finalizar os cortes feitos pelos pequenos pacientes, enquanto a ong Doutorzinhos animou a atividade. Até a Doutora Castanhola entregou as madeixas aos cuidados do pequeno Angelus Winkler, oito anos, de Gravataí, que trata de leucemia.
— Eu vejo como uma forma de humanizar o curso. Os estudantes doam a sua careca, é a doação do ato em si, ao paciente em atendimento oncológico — afirma a psicóloga Juliana Martini, membro da Cabelaço.
As informações são do Zero Hora.
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