O embargo à exportação de frango brasileiro pela União Europeia atinge diretamente oito frigoríficos do Paraná.
A lista anunciada nesta quinta-feira (19) relaciona 20 unidades produtoras no país que estão proibidas de vender produtos de origem animal, especialmente frango, ao bloco econômico.
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o Paraná é o maior produtor de frango do país, responsável por um terço da produção nacional. É também o que mais exporta este tipo de carne: de cada 3 quilos de frango que saem do Brasil, um é produzido em frigoríficos paranaenses.
A decisão aprovada por um comitê da comissão europeia, em Bruxelas, na Bélgica, é final e começa a valer 15 dias depois da publicação.
O motivo do embargo, segundo o comitê, é a deficiência no sistema de controle de qualidade de carne destes frigoríficos.
A pressão europeia sobre o setor vem desde março de 2017, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Carne Fraca e aumentou em março de 2018, quando foi descoberto um suposto esquema entre laboratórios e frigoríficos para fraudar laudos de testes de qualidade.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, o prejuízo com o embargo pode passar de R$ 1 bilhão de reais por ano.
Em conversa com produtores de aves em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, nesta quinta, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a restrição imposta pela União Europeia pode impactar até 35% das exportações.
"Todos os frigoríficos que estão exportando não exportam só para a Europa, tem mercado interno, tem mercado na Ásia, tem mercado no México, tem mercado em vários lugares do mundo. Então, nós temos um problema, mas que não é o fim do mundo”, declarou o ministro.
Devido à proibição da exportação de frango pela UE, a BRF anunciou que dará férias coletivas de 30 dias para os 2,2 mil 2 mil funcionários da linha de abate de aves do frigorífico de Toledo, no oeste do Paraná, a partir do dia 2 de julho.
Em nota, A Lar, de Matelândia, disse lamentar a decisão da União Europeia e que ainda não foi notificada, por isso não tem como "informar com mais precisão as dimensões e consequências dessa suspensão".
Do total de carne industrializada pela cooperativa, 50% é destinada à exportação e, deste volume, 7% corresponde ao comercializado com a União Europeia.
"Nosso compromisso com a qualidade na produção de frango já tem 18 anos de história, comprovada pelas certificações internacionais de BRC (British Retail Consortium) e Global G.A.P. (Good Agricultural Practice), além de constantes treinamentos e aperfeiçoamentos de toda a cadeia produtiva"", destaca a nota.
Em contato com os outro seis frigoríficos que estão proibidos de exportar para a União Européia. Nenhum quis comentar o embargo.
Fonte: G1
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