Este ano não teremos a Expobira para ter mais investimentos em creches e serviços essenciais a população

O prefeito de Ubiratã, Haroldo Fernandes Duarte - Baco, se reuniu na tarde de quarta-feira (07), com integrantes de sua equipe administrativa e com a Comissão de Eventos do Município, formada por representantes da Câmara de Vereadores, Cooperativas Coagru e Integrada, Aceu e clubes de serviços onde decidiram cancelar a edição 2018 da Expobira, prevista para maio. O investimento nos quatro dias de evento ficaria em mais de R$ 600 mil. Esse dinheiro, segundo o prefeito, deve ser usado para investimentos em creches para tentar suprir a demanda de vagas e ainda como contrapartidas em diversas obras prevista para acontecerem este ano, que chegam aproximadamente R$ 5.800.000,00.

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Nesta reunião foram apresentados números e estatísticas que comprovam o crescimento de Ubiratã, o aumento populacional e consequentemente a crescente demanda de serviços que são oferecidos pela administração municipal e a diminuição de recursos recebidos pelo município através de repasses dos governos estadual e federal, como por exemplo, o ICMS, cuja previsão de recebimento em 2018 é em torno de R$ 450 mil a menos do que o ano passado. Em relação ao FPM – Fundo de Participação do Município, em 2016 o município recebeu R$ 17.707.408,98, já em 2017 foram R$ 15.914.761,62 e para 2018, a previsão de receber R$ 17.900.000,00, podendo ser mais ou menos. Quanto ao IPTU, que é um imposto municipal, em 2010 o município recebeu R$ 1.063.001,38, já em 2017 recebeu R$ 2.901.493,02. De 2010 a 2017 foi recebido R$ R$ 12.576.577,01 (66%), R$ 1.659.005,07 (09%) de isentos e ainda tem para receber R$ 5.371.913,39, o que corresponde a 25%.

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Outro fator considerável é em relação ao crescimento do perímetro urbano da cidade que de 2008 a 2017, teve 25 novos bairros e loteamentos, o que corresponde a 2.700 novos lotes. Ainda tem mais 9 empreendimentos imobiliários em fase de implantação, com mais 1.200 lotes, o que totalizará quase 4 mil novos lotes em um período de 10 anos, o que proporcionou também um aumento da demanda de serviços, principalmente coleta de lixo e entulhos, etc, com mais gastos com limpeza, varrição, coleta de entulhos, corte de grama entre outros, sendo que em 2016 foram investidos R$ 250.000,00 e em 2017           R$ 593.000,00, ou seja, um aumento considerável.

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Ubiratã ainda recebe recursos atrelados a população, cuja estimativa do IBGE é de 21.762 moradores, enquanto na realidade nossa população é de mais ou menos 29 mil habitantes. O município recebe de 2 a 3 famílias por semana (perfil social) o que consiste em um aumento de demanda de saúde/educação/social. Ainda há uma projeção para que em novembro tenhamos mais 2.000 novos empregos diretos através da UNITÁ – cooperativa central, o que ocorrerá em uma migração de funcionários de outras cidades, com aumento de pedidos de vagas em creches, consultas e exames, etc...

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Para se ter uma ideia, em 2015 eram 797 pedidos de vagas em creches e em 2018 houve um acréscimo para 1.014 pedidos. A fila de espera para crianças de 0 a três anos chega a 380. No ano de 2018, 56 gestantes já solicitaram vagas. Também houve um aumento no custo do transporte escolar. Tomando como ano base 2017, o município recebeu dos governos estadual e federal R$ 197.7772,31, porém, os gastos foram de R$        1.050.362,26, ou seja, a prefeitura teve que investir com recursos próprios R$ 852.589,95.

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Em relação às despesas com saúde, em 2015 eram investidos R$ 230.000,00 e em 2017 foram R$ 417.650,00. Remédios da atenção básica que são comprados para um trimestre atualmente estão se esgotando no bimestre. Serviços de Saúde (Santa Casa, laboratórios, clinicas, etc), em 2015 eram investidos pela municipalidade R$ 1.650.000,00 e em 2017 foram R$ 3.870.000,00. Consórcio de Saúde (CISCOMCAM E SAMU), em 2014 eram 500.458,00 e em 2017 foram: R$ 1.000.300,00.

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Com o crescimento da cidade, também houve a necessidade do aumento do funcionalismo público e consequentemente a elevação de gastos com a folha salarial. Hoje são mais de 1.000 servidores e R$ 3,3 milhões com a folha salarial.

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Ainda justifica a não realização da Expobira pelo fato de que hoje o país atravessa uma grave crise econômica, onde muitos perderam seus empregos, o comércio e o setor de serviços passam por grandes dificuldades. Com a economia enfraquecida, houve considerável queda na arrecadação dos impostos, reduzindo a receita que ingressa nos cofres públicos municipais. Observando esse cenário político/econômico pelo qual o país atravessa, é necessário prudência e responsabilidade no uso e na destinação dos recursos públicos.

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“Observando essa situação, temos que ser prudente e como gestor desse município, temos a dura arte de administrar e fazer com que se utilizem esses recursos financeiros para investir no desenvolvimento econômico local, possibilitando que a cidade possa avançar na contramão da crise nacional, crescendo, gerando empregos e se desenvolvendo. Diferentemente de outras exposições, feiras e shows que contam com recursos da iniciativa privada, a Expobira é sempre feita com recursos públicos próprios do município, por isso, temos que ter cautela nesse momento. É claro que respeitamos a opiniões de todos, tem aqueles que querem que a festa a aconteça, nós sabemos disso e vamos trabalhar para que tudo se normalize e que possamos no aniversário de Ubiratã trazer um grande show e ano que vem fazer a Expobira novamente”, relatou o prefeito Baco, que contou com o apoio e a compreensão dos integrantes da Comissão de Eventos do Município.

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