O abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana (RMC) vai ganhar um reforço a partir deste ano. A primeira etapa de enchimento do Reservatório Miringuava já está em andamento, com a comporta principal fechada e a água represada sendo utilizada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Miringuava.
A nova represa será destinada para o Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC), que atualmente é composto pelos reservatórios Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II. Com a adição do Miringuava, o sistema ganhará aumento de 25% na capacidade de reservação, enquanto a ETA Miringuava dobrará a capacidade de tratamento, passando de 1.000 para 2.000 litros de água por segundo.
Erguida em São José dos Pinhais, na RMC, a estrutura tem capacidade para armazenar 38,2 bilhões de litros de água. O reservatório beneficiará 650 mil pessoas e foi projetado para acompanhar o crescimento da demanda hídrica da região. Além disso, a barragem fortalece o sistema que abastece 3,5 milhões de habitantes da região metropolitana, especialmente os bairros Caximba, CIC, Ganchinho, Tatuquara, Umbará e Sítio Cercado, em Curitiba, além das cidades de Araucária, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.
O reservatório tem:
O Reservatório Miringuava é alimentado pelo Rio Miringuava e seus afluentes. O processo de enchimento acontece gradualmente, em etapas que dependem do volume de chuvas. O fechamento da primeira comporta visa o acúmulo de água no nível mais profundo da barragem.
Todas as fases são monitoradas, com testes operacionais e controle preciso para garantir a segurança da estrutura e da região ao redor, mantendo o controle do nível do rio e assegurando que o reservatório encha conforme as vazões e volumes previstos.
Com um regime fluvial dentro do esperado, estima-se que a represa leve no mínimo nove meses para estar completamente cheia. No entanto, a água já está sendo utilizada para fortalecer o sistema de abastecimento, sem necessidade de aguardar o enchimento total.
O projeto do Reservatório Miringuava teve início com estudos detalhados para definição do local, elaboração de relatórios, diagnósticos e projeções dos impactos socioambientais. Foram criados programas e planos para gerenciar e mitigar os impactos do empreendimento em todas as fases.
O contrato da segunda fase, que incluía a preparação do reservatório e estradas, foi assinado em 2021, mas permaneceu suspenso até 2023 devido à falta de liberação para supressão vegetal.
Em dezembro de 2024, após obter a anuência dos órgãos ambientais, as obras desta etapa foram iniciadas. A conclusão ocorreu no final de 2025 e, com a autorização do Instituto Água e Terra (IAT) para iniciar as operações de enchimento, a Sanepar fechou a primeira comporta no último dia de 2025.
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