Sensibilidade ao sol: veja por que algumas pessoas ficam vermelhas após exposição

Dias mais longos, calor e as famosas águas de março: chega ao hemisfério Sul o verão, ansiosamente aguardado por uns e fervorosamente odiado por outros. Por tudo isso, a estação acaba sendo uma época onde as pessoas realizam mais atividades ao ar livre, como passeios no parque e idas a praias e piscinas.

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Embora essa época divida opiniões, não podemos negar que, de dezembro a março, mudanças em nossa rotina são necessárias, como o aumento da ingestão de água e o reforço na utilização de protetor solar para nos protegermos dos raios ultravioletas.

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Não é por menos: apesar de a absorção dos raios solares ser saudável e importante para nosso organismo, o aumento de sua incidência no verão leva diversas pessoas a apresentarem reações incômodas na pele como urticária, vermelhidão, aparecimento de manchas e ardência em áreas de exposição ao sol.

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“A sensibilidade ao sol, que explica nossa necessidade de procura por meios de fotoproteção, está ligada a um gene chamado MC1R que, no que lhe concerne, pode ter variações em sua sequência capazes de alterar os níveis de sensibilidade do indivíduo. Por conta disso, vemos pessoas muito vulneráveis aos efeitos dos raios ultravioleta (UV), enquanto outras passam horas expostas ao sol sem sofrer o mesmo nível de queimadura”, alerta Ricardo Di Lazzaro, médico doutor em genética e fundador da Genera, empresa do ecossistema de saúde da Dasa.

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O gene MC1R – sensibilidade ao sol 

O gene MC1R, encontrado no cromossomo 16, se relaciona a produção de pigmentação das nossas células. O pigmento – melanina – além de contribuir para a diversidade de tons de pele existentes, está diretamente associado à sensibilidade que temos quando nos expomos aos raios solares. Ele também determina nossa capacidade de bronzeamento, além de ser o pigmento acastanhado que confere coloração aos olhos e cabelos.

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Normalmente, a produção de melanina num indivíduo se mantém constante, porém, há um ponto específico desse gene (chamado de SNP – rs1805008) em que a alteração de uma ou duas bases de citosina (C) para timina (T) está associada à diminuição da produção de melanina e, consequentemente, ao aumento da sensibilidade aos raios UV. Ou seja, o genótipo “CT ou TT” desse gene é identificado principalmente em pessoas com tons de pele mais claros, que possuem uma menor capacidade de bronzeamento. 

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Como se proteger dos raios solares?

Como já mencionado, o sol tem um efeito positivo em nosso organismo quando absorvido em quantidades saudáveis. Embora a luz seja essencial para que nosso corpo consiga utilizar a vitamina D e também sirva para o tratamento de algumas doenças de pele, como psoríase, a exposição em excesso aos raios solares pode causar desde rugas e sardas até mudança na textura da pele, dilatação das veias sanguíneas e câncer de pele.

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Por conta disso é necessário estarmos atentos e buscarmos sempre meios de manter uma relação saudável com os raios UV. A seguir, confira três exemplos de atitudes que podemos tomar para aumentarmos o cuidado com a pele:

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1. Barreiras físicas

Para evitar danos causados pelo Sol, uma das alternativas é usar roupas claras, que reflitam os raios solares, assim como chapéus, bonés e óculos escuros, que conferem uma barreira física entre os raios solares e nossa pele. É importante se lembrar de evitar ficar deliberadamente exposto em horário de “pico” de luz, entre as 10h e 16h. Melhor ainda se a peça de roupa for fabricada em tecido com proteção UV.

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2. Protetor solar

Utilizar filtros solares também é uma forma de se proteger da radiação. Porém, durante o verão, priorize o uso de protetores com no mínimo 30 de FPS, principalmente nas áreas do corpo que costumam ficar mais desprotegidas, como rosto, pescoço, orelhas e couro cabeludo.

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O ideal é passar entre uma a duas colheres de chá de protetor pelo menos 20 minutos antes de sair de casa, para que dê tempo da pele absorver o produto. Não se esqueça de reaplicar o filtro solar durante o dia, mesmo aqueles resistentes à água. 

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3. Alimentos também podem ajudar

A alimentação também é muito importante para manter a saúde da pele, e isso não apenas durante o verão. Com o consumo saudável e balanceado, é possível proteger cútis de efeitos ruins que possam ser causados pelos raios UV.

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O consumo de vitaminas E, C e B3 ajuda na recuperação da pele, sendo uma boa forma de praticar o autocuidado. Além das vitaminas, substâncias como betacaroteno e licopeno — encontrados, respectivamente, em cenouras e tomates, entre outros alimentos — também são alternativas para quem busca uma alimentação voltada à saúde cutânea.

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Além das recomendações anteriores, é importante nos lembrarmos de sempre nos mantermos hidratados, tanto pela utilização de cremes corporais e faciais, quanto via oral ao beber água e água de coco.

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Por Mariana Durante

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