Os mortos-vivos vão tomar conta do Centro de Curitiba no dia 15 de fevereiro, um domingo. A 17ª edição da Zombie Walk Curitiba promete reunir mais de 30 mil pessoas, superando o número de participantes do ano passado.

Organizada pela analista de marketing Flávia Nogueira desde 2010, a caminhada é um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural da capital paranaense. “A Zombie Walk Curitiba é um convite para soltar a imaginação e fazer parte de um evento que une diversão, arte e encontro, aberto a todos os públicos. Aqui, cada pessoa participa do seu jeito, no seu ritmo, vivendo o extraordinário de forma coletiva. Afinal, quando a cidade caminha junta, ninguém fica de fora”, explica Flávia Nogueira.

O evento não é apenas uma festa para os aficionados por zumbis, mas também movimenta a economia local com serviços de locação de fantasias e venda de materiais de maquiagem. Durante a concentração na Rua XV, haverá arrecadação de donativos para o Asilo São Vicente de Paulo, unindo diversão e solidariedade.

A concentração começa às 9h na Praça Osório, com o DJ Fabian Munster animando a horda. Entre as atrações, estão carros temáticos de terror, a Kombi do Julian para fotos, motos dos Hells Angels e performances de dança dos grupos Super Flash Back e Underworld Fusion Dance.

O artista gráfico curitibano André Caliman estará desenhando caricaturas ao vivo durante todo o evento. A caminhada propriamente dita sai da Praça Osório às 12h, seguindo pela Rua XV até a Praça Santos Andrade, onde a festa continua com shows de bandas como Conexão Capivara, Necrotério, Alice e o Raio, Cat Storm e Bruiser, além do rapper ALLDKV.

Uma das novidades deste ano é o Z-Maze, um labirinto sombrio que funcionará das 9h às 12h na área de concentração, com entrada a R$ 20. Os pets também terão seu espaço na “The Walking Dogs”, onde desfilarão fantasiados.

Thriller coreografada

Um dos momentos mais aguardados é a performance da música “Thriller”, de Michael Jackson, pela Disco Dance Company, comandada pelo coreógrafo Luís Fabiano Rodrigues. A apresentação acontece tanto no calçadão da Rua XV quanto no palco da Praça Santos Andrade.

Para quem quer se preparar, haverá oficinas de maquiagem nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro na Gibiteca de Curitiba, ao custo de R$ 55 cada. Já o workshop de dança para participar da coreografia de “Thriller” acontece aos sábados de janeiro na Disco Dance Company.

A organização se preocupa com a acessibilidade, disponibilizando tradutores de Libras, área reservada para pessoas com necessidades especiais e protetores auriculares para quem tem sensibilidade sonora.

Quase 20 anos de história

A Zombie Walk Curitiba nasceu em 2007, criada pelo publicitário Bruno Hoffmann, e desde então só cresceu. “O evento começou a crescer a partir de 2009, quando mudamos para o domingo de Carnaval, por uma sugestão do Wallace (guitarrista da banda curitibana Ovos Presley, um dos maiores nomes do Psychobilly brasileiro). Outro fator que tem influência nessa evolução é o grande número de filmes, jogos e séries de apocalipse zumbi que acabaram caindo no gosto popular”, explica Flávia.

A segurança é garantida pela Polícia Militar, seguranças e brigadistas particulares, ambulâncias e até os próprios Hells Angels, que ajudam no balizamento da caminhada. Está tudo preparado para que os zumbis curitibanos possam lotar o Centro de Curitiba na Zombie Walk 2026 da maneira mais tranquila possível.

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