O abre-alas, por exemplo, tem som de pássaros, enquanto a última alegoria conta com sons de onças, macacos e pássaros. Já os aromas são de patchuli (típico no Norte do país e apresentado ao público da Sapucaí no ano passado, em desfile da Grande Rio), no abre-alas, assim como de alfazema (carro 2), alecrim (3) e terra molhada no quinto carro.
— A ideia é que o ambiente seja imersivo e o público consiga alcançar e entender o que escola está querendo. Cheirando, ouvindo e vendo, como um cinema 3D — resume Sidnei, em seu segundo ano assinando o desfile da Mangueira. — (A ideia surge) Lá no Amapá, onde tive contato com esse ambiente de percepção sensível.
Como o enredo não é simplesmente biográfico, mas sobre a vivência do encanto tucuju (povo amapaense), o público verá ainda o Oiapoque — extremo do país — e os rios representados em carros.
Já em alas, muitos componentes usarão barbas postiças. O motivo do adereço é se inspirar em pretos velhos e curandeiros. A quantidade de barbas compradas não foi divulgada pela escola.
