Para mim é muito especial porque eu vivi nas quadras do Villa Lobos, treinava muito com meu pai lá quando comecei. Então, voltar lá para jogar um torneio WTA pela primeira vez está sendo muito importante para mim.
Naná, ao UOL

A tenista conviveu até os 12 anos com a dificuldade de encontrar quadras públicas. Inclusive, esse é na sua opinião o maior desafio no país aos praticantes do esporte, tradicionalmente caro, que se deparam com a barreira da escassez de locais acessíveis. Natural da comunidade Real Parque, no Morumbi, Naná demorou até conseguir encontrar um lugar fixo para treinar.
Existem poucas quadras públicas de tênis no Brasil. Em São Paulo até tem mais, mas também não são muitas. Eu lembro que eu e meu pai ficávamos caçando quadra. Material é caro, mas a falta de quadra é o principal.
Naná
A mudança de realidade veio após Naná começar a deslanchar e perceber que precisava de uma estrutura maior para dar o passo adiante. Ela, que fez seus primeiros movimentos no tênis aos dois anos brincando com bexigas, entrou na organização Rede Tênis Brasil e passou a ter uma equipe completa. O que antes era concentrado apenas na figura seu pai deu lugar a um coletivo de profissionais incluindo preparador físico, nutricionista e fisioterapeuta, além de companheiros de treino.
Treinei com meu pai até os meus 12 anos. Antes da Rede Tênis eu não tinha muito esse lado da competição, não treinava com outros atletas, não tinha muito essa interação. Agora eu tenho uma equipe de verdade mesmo e também mais horas de quadra, treino integral, de manhã e de tarde.
