O ano de 2026 do Grêmio será de travessia. A definição do presidente Odorico Roman após o Gre-Nal 452, no entanto, não quer dizer que a temporada não tem objetivos traçados. O jogo desta terça-feira (13) contra o Deportivo Riestra é exemplo claro de uma destas metas.
A Copa Sul-Americana é tratada como uma das prioridades. E depois das turbulências das últimas partidas sem vitória, o compromisso das 19h na Arena é fundamental para comprovar que a nau comandada por Luís Castro não está à deriva.
O mar para a navegação segue turbulento. Depois do empate sem gols no Gre-Nal, a sequência sem vitórias chegou a cinco partidas. O discurso ouvido ainda no estádio Beira-Rio após a partida tentou reforçar um cenário que já previa dificuldades para o ano.
— Assumimos o clube em uma situação de reconstrução, tanto do ponto de vista financeiro quanto do futebol. Sabemos muito bem que esse é um ano de travessia. O Grêmio está trabalhando para montar um time competitivo e para se recolocar em condições de fazer investimentos. Fizemos contratações pontuais e tivemos um trabalho muito duro de reformulação do elenco – disse o dirigente.
Para tentar manter a mesma rota, Luís Castro reforçará uma das decisões dos últimos dias. Depois do início do ano no sistema 4-2-3-1, com a adoção do 4-3-3 na reta final do Gauchão, o modelo tático será novamente mexido. Uma repetição da estrutura utilizada no Gre-Nal é a nova aposta da comissão técnica, para tentar resgatar parte das apostas feitas.
Noriega terá novamente o papel híbrido dentro de campo. Volante sem a bola, auxiliando na marcação do meio-campo. Quando a equipe estiver com a posse, o peruano será uma espécie de terceiro zagueiro. Uma estratégia para contar com os atacantes mais próximos a Carlos Vinícius.
– Todos os projetos se sustentam em resultados. Sei que o imediatismo da sociedade e aquilo que todos os gremistas querem são resultados imediatos. Não há hipótese. Nenhuma casa cresce em 15 dias ou um mês e vai lá a gente viver dentro. O projeto demora tempo a fazer. Sei que queriam que fosse diferente, eu também quero que seja diferente, eu também quero resultados, mas não existe isso – disse o treinador.
Por conta da sequência alucinante de jogos das próximas semanas, algumas preservações devem ser observadas na escalação do Tricolor. A mais relevante será a ausência de Arthur do time titular. Após voltar de lesão muscular, e ter atuado contra Montevideo City e Inter, o capitão ficará no banco. Dodi será o titular. Mexidas para preservar as forças do time para enfrentar a sequência de jogos.
— O trabalho do dia a dia não existe. Não posso dizer as coisas de outra forma. O trabalho é feito através de vídeo. Nós não conseguimos levar os jogadores com uma sequência de jogos como nós temos. E é uma sequência de jogos loucos. Daqui a dois dias já estamos a jogar outra vez. O que é que eu vou trabalhar daquilo que nós erramos hoje para o próximo jogo? Impossível. Tenho dois dias para recuperar e para pôr uma equipa em campo outra vez — destacou Castro.
O adversário desta terça, ao menos na teoria, oferece uma boa oportunidade de recuperação ao Grêmio. O modesto Deportivo Riestra, da Argentina, venceu apenas uma vez na temporada. Em 15 jogos em 2016, os argentinos conquistaram uma vitória no ano. São oito empates e seis derrotas. Ao todos, somando as copas e o campeonato nacional, o time marcou apenas quatro gols e sofreu 10.
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