A inteligência artificial deve estar entre os temas centrais da APAS Show 2026, refletindo um movimento crescente do varejo em busca de operações mais eficientes e decisões mais rápidas.

Um dos principais desafios do setor hoje é transformar o grande volume de dados gerados diariamente em ações práticas capazes de gerar impacto real em margem, estoque e giro de produtos.

É nesse cenário que o Chico AI, solução desenvolvida a partir da parceria entre DOMVS iT, Renovretail e Plen Soluções, será apresentado durante o evento.

A plataforma foi criada para apoiar varejistas na priorização de decisões operacionais a partir da análise integrada de dados ligados a estoque, ruptura, giro, margem e comportamento de venda.

“Queremos desmistificar a IA. A proposta do Chico AI é mostrar que ela não é abstrata, mas uma ferramenta prática para transformar informações espalhadas em uma fila curta de decisões prioritárias para a operação”, afirma Thais Vianna.

Segundo as empresas, um dos principais gargalos enfrentados hoje pelo varejo é justamente o excesso de informação sem capacidade proporcional de análise e priorização.

Mesmo com sistemas de ERP e BI já consolidados, muitas empresas ainda dependem de análises manuais para identificar problemas operacionais e definir prioridades.

As dores mais recorrentes continuam concentradas em ruptura de produtos, excesso de estoque e promoções sem retorno efetivo, problemas que impactam diretamente margem, fluxo de caixa e eficiência operacional.

“O termo ‘IA’ chama atenção, mas o que realmente importa para o varejista é entender qual problema aquilo resolve amanhã de manhã. O foco do setor hoje é totalmente pragmático”, explica Thais.

Durante as demonstrações do Chico AI na APAS, a proposta será mostrar como a inteligência artificial pode apoiar decisões operacionais em tempo real, indicando não apenas o problema, mas também possíveis ações e seus impactos financeiros.

“O diferencial não está apenas em mostrar o que aconteceu, mas em ajudar o varejista a entender onde agir primeiro e quais ganhos aquela decisão pode gerar”, afirma.

Outra preocupação recorrente dos varejistas está relacionada à integração da IA com os sistemas já existentes dentro da operação.

“Muitas empresas acreditam que precisam substituir ERP ou BI para utilizar inteligência artificial, mas o papel do Chico AI é justamente atuar como uma camada de inteligência sobre a estrutura que já existe”, diz Thais Vianna.

Segundo a executiva, embora as dores mudem de escala entre grandes redes e empresas médias, o problema central costuma ser semelhante: excesso de informação e pouca clareza sobre prioridade operacional.

“Nas grandes redes, o desafio está no volume gigantesco de dados. Nas médias, muitas vezes falta equipe para analisar tudo. Em ambos os casos, existe dificuldade em transformar informação em decisão rápida”, afirma.

A expectativa das empresas após a APAS é que o mercado avance principalmente em modelos assistidos por inteligência artificial voltados a áreas críticas da operação, como combate à ruptura e gestão de SKUs de baixo giro.

A ideia, segundo Thais, é que a adoção aconteça inicialmente de forma híbrida, com a IA recomendando ações e o time operacional validando as decisões.

“A autonomia total ainda está distante da realidade da maior parte do varejo. O caminho mais viável hoje é o da decisão assistida, em que a confiança na tecnologia é construída gradualmente”, conclui.

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