O Manchester United terminou sua busca por um novo treinador ao se acertar com Michael Carrick até o final da temporada. Resolver a questão do comando da equipe, porém, é só um de muitos problemas que o clube enfrenta.

Com Carrick contratado, o CEO Omar Berrada e o diretor de futebol Jason Wilcox precisam focar na janela de transferências do verão (meio do ano) e encontrar um novo treinador fixo para a próxima temporada.

Além disso, o futuro do United também está na pauta devido a uma cláusula que permite à família Glazer, proprietária majoritária, sediada nos Estados Unidos, ‘vender’ o clube sem o consentimento prévio de Jim Ratcliffe, acionista minoritário.

Os repórteres Mark Ogden e Rob Dawson, da ESPN britânica, analisam abaixo o que aguarda o Manchester United na sequência da temporada.

Melhor e pior cenário para Carrick no United:

Na visão de Ogden e Dawson, o melhor cenário possível para Michael Carrick no comando do Manchester United seria que o clube alcançasse uma vaga na próxima Uefa Champions League.

Ao mesmo tempo, o pior cenário seria se os Red Devils não se classificassem para nenhuma competição europeia, algo que já ocorreu na atual temporada.

Quem o United buscará como técnico após Carrick?

Thomas Tuchel, atual técnico da Inglaterra, é apontado como favorito para substituir Carrick após o fim da temporada. Seu contrato com a seleção inglesa acaba após a Copa do Mundo.

Mauricio Pochettino, Kieran McKenna e Oliver Glasner correm por fora na possibilidade de assumir o United em julho.

Dawson destaca que a principal questão não passa pelo nome de um futuro treinador, mas, sim, o que Ratcliffe, Berrada e Wilcox querem em um técnico. Querem um grande nome ou uma jovem aposta?

Casemiro fora? Os planos do United na janela de transferências:

Ogden afirma que o United não fará movimentações na janela de transferência neste início de ano. O clube quer dois jovens meio-campistas no meio do ano e, por conta disso, não vai gastar em janeiro.

Elliot Anderson, do Nottingham Forest, e Adam Wharton, do Crystal Palace, são os principais alvos.

Na visão de Dawson, Casemiro provavelmente sairá do United no final da temporada. Manuel Ugarte é considerado uma peça excedente, e ainda há a possibilidade de Bruno Fernandes sair. Por conta disso, o United espera contratar um meio-campista de alto nível.

Ambos os repórteres também comentam sobre a busca do United por laterais confiáveis. Há ainda a necessidade de um zagueiro central.

Planos do United para Marcus Rasfhrod e Kobbie Mainoo:

O futuro de Marcus Rashford, emprestado ao Barcelona, realmente não parece ser no Manchester United. A decisão de emprestar o atacante passou diretamente por Wilcox, Berrada e Ratcliffe, nomes fores do clube inglês.

“O United praticamente lavou as mãos na questão do atacante após muitos erros dentro e fora de campo. O clube fará com prazer um acordo com o Barcelona (eles têm uma opção de compra no valor de 30 milhões de euros)”, escreve Ogden.

Em relação a Kobbie Mainoo, jovem meia de 20 anos, o futuro ainda é incerto. Até o momento, houve pouco movimento para uma renovação de contrato – válido até 2027. A tendência é que o jogador, caso não se destaque com Carrick, seja negociado na metade deste ano.

Dirigentes do United correm risco?

Tudo depende de como o Manchester United se sairá com Michael Carrick nos próximos meses. De qualquer maneira, o ‘desastre’ envolvendo a passagem de Ruben Amorim recaí nos ombros da dupla de dirigentes.

O cargo de diretor de futebol, ocupado por Wilcox, é o que está mais em observação neste momento do clube. Segundo Dawson, a principal crítica é de que o ex-dirigente da base do City está à frente de todas as grandes decisões em Old Trafford.

“É importante que Carrick tenha um bom desempenho nos próximos quatro meses e meio e que a busca pelo próximo técnico permanente seja tranquila. No momento, os torcedores do United têm pouca confiança em Wilcox, e a única maneira de reconstruir essa confiança é provando que ele é o homem certo para um cargo tão importante”, escreveu Dawson.

Família Glazer pode ‘vender’ o United?

“Essa é uma pergunta difícil de responder, porque os Glazers sempre jogaram suas cartas tão perto do peito que só eles sabem quais são seus planos para o futuro”, escreve Ogden.

O repórter da ESPN explica que uma cláusula no contrato de compra de 29% das ações, feito por Ratcliffe, permite que os proprietários majoritários, a família Flazer, vendam o clube se receberem uma oferta de US$ 33 por ação a qualquer momento após agosto de 2025 – neste momento, na NYSE, as ações estão sendo negociadas a cerca de US$ 16,60 cada.

Embora o acordo de fevereiro de 2024 devesse envolver a Ineos, de Ratcliffe, assumindo o controle das operações de futebol do United, a realidade tem sido diferente: a equipe de Ratcliffe reformulou todos os aspectos do clube, de modo que os Glazers ficaram em segundo plano em tudo.

Com isso em mente, a participação da família Glazer agora é simplesmente um investimento financeiro, e não emocional, então parece óbvio que eles venderiam pelo preço certo — especialmente se alguém fizesse uma oferta de US$ 33 por ação. Mas boa sorte em encontrar alguém disposto a fazer isso nos próximos meses.

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