Regresso do Santa Clara aos triunfos na Liga, depois de dois desaires consecutivos. O Aves SAD continua sem vencer na competição e apenas tem um ponto somado.

Ensaiado o 4x3x3 em Santa Maria da Feira com o Sp. Espinho no jogo da Taça de Portugal, Vasco Matos deu continuidade ao desenho, deixando de lado a estrutura com três centrais com que utilizou quase sempre no Santa Clara. No Aves SAD, João Pedro Sousa manteve o 4x2x3x1.

A chuva e o vento (forte) marcaram o encontro, com os forasteiros a entrarem com mais convicção. Contudo, esse estado apenas durou cerca de uma dezena de minutos, com os açorianos a dominarem depois até ao último apito de António Nobre. Ao intervalo, os dados estatísticos em remates – 14/9 – eram esclarecedores acerca dessa superioridade, mas que não se refletia no resultado, muito por culpa da (deficiente) finalização, um problema já identificado por Vasco Matos. O Santa Clara cria muitas oportunidades, mas tem sentido dificuldades em definir.

Com o vento a favor os açorianos recorreram ao tiro de longe para visar o alvo, mas todas as tentativas dessa forma saíram desenquadradas. João Gonçalves também foi um obstáculo, anulando dois remates de Vinícius Lopes, primeiro em rotação (20’) e  depois em zona frontal (27’), e outro de Wendel (21’), de ângulo apertado.

Se até ao intervalo o Aves SAD tinha sido uma nulidade no ataque, o cenário não se alterou depois e essa inoperância ofensiva manteve-se até final, sem uma oportunidade criada.

É certo que o Santa Clara não teve tantas ocasiões na etapa complementar como até ao descanso, mas foi mais eficaz. O primeiro golo surgiu de grande penalidade cometida por Bruno Lourenço, com a bola a bater no braço num remate de Paulo Victor. Um momento de pouca sorte do médio, que tinha entrada três minutos antes. Serginho não vacilou e aproveitou para colocar os açorianos em vantagem. Vinícius Lopes não perdeu muito tempo e seis minutos depois aumentou a vantagem com um remate colocado junto à base do poste direito, dando seguimento a uma assistência de João Costa, sagaz a roubar a bola a Jaume Grau. Faltavam 12 minutos para o final e o Santa Clara soube geri-los sem correr riscos.

Os números do marcador refletem, por defeito, o domínio da equipa açoriana e asfixiam ainda mais o Aves SAD no último posto, ditando a oitava derrota na prova. Muito trabalho tem pela frente João Pedro Sousa.

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