São Paulo é o lar da maior comunidade libanesa do mundo fora do Líbano, que ao longo de sucessivas gerações deixou marcas na cidade. É justamente na gastronomia que está uma das influências mais notórias dessa imigração, com receitas que já nos são tão familiares que parecem ter nascido aqui, como a esfiha e o kibe. Outro item comum nos restaurantes de comida típica é o Beirute, clássico sanduíche no pão sírio que também pode ser encontrado em padarias e lanchonetes. Este, no entanto, é sim uma criação paulistana. “Os árabes costumeiramente consomem a carne crua, como no quibe, ou então cozida, frita, assada e até mesmo na forma de conserva.” Bruno Sabbag, sócio do restaurante árabe Sabah, explica que o beirute surgiu na capital paulista nos anos 50. “O nome foi dado apenas como uma homenagem à capital do Líbano!” No Sabah, o beirute é servido com kafta e mussarela, sendo possível escolher entre os molhos de alho, taratur de gergelim, homus, coalhada seca ou babaganush; e sai no valor de R$60.
