Segundo o banco, a ampla oferta disponível e o incentivo ao aumento da produção nesses níveis de preço tendem a conter movimentos mais fortes de alta da commodity.
De acordo com relatório assinado por Rodrigo Almeida e equipe, a expectativa é que o petróleo permaneça oscilando na faixa entre US$ 60 e US$ 70 por barril nos próximos períodos, refletindo um equilíbrio entre demanda e capacidade produtiva global.
Prio é a preferida do setor
Os analistas destacam a forte execução operacional da companhia, a geração consistente de fluxo de caixa livre, o processo de desalavancagem e o potencial de retorno aos acionistas.
Entre os catalisadores citados está o início da produção do campo de Wahoo no primeiro trimestre de 2026, com expectativa de cerca de 40 mil barris por dia entre março e abril.
Outras companhias do setor
Na avaliação do BTG, esses fatores contribuem para um perfil de risco mais equilibrado ao longo do tempo.
Visão para a Petrobras
Esse fator, na visão do banco, reduz o potencial de valorização das ações no horizonte mais próximo. Diante disso, a instituição rebaixou a recomendação do papel para neutra e estabeleceu preço-alvo de US$ 15.
Ainda assim, o relatório ressalta que a Petrobras segue operando sob uma estratégia de longo prazo considerada crível e alinhada aos interesses dos acionistas minoritários.
📊 Segundo os analistas, a pressão atual sobre o caixa da estatal é vista como consequência natural de um ciclo mais intensivo de investimentos no offshore, e não como sinal de deterioração estratégica da companhia.
