– O Edu, o Jonas Eduardo Américo, me manda às vezes uma foto que ele encontra do meu pai, aí a gente está sempre se falando no WhatsApp. O Edu me ensinou e falou assim: “Garoto, só tenho dois dribles”. O Edu vinha com a bola e ameaçava, cortava para dentro, e o outro ele dava um tapa aqui e pra fora. Ele falou, mais difícil é o lateral saber para onde que eu vou, porque eu saio para dentro e para fora, e basta. Saio para os dois lados. Então, olhei e aprendi. Olhava Rivellino, olhava o Dadá Maravilha, que falou para mim e não esqueço jamais. Ele tinha uma marca na canela, meio que um machucado: “Está vendo isso aqui? 273 gols daqui, de canela”. Essa experiência que tive na minha vida me serviu muito porque absorvi. E hoje vejo o futebol muito por esse lado, porque o futebol parece que foi inventado hoje, os caras lá de trás ganharam, conquistaram tudo, jogavam muito, não tinham as condições de hoje, a qualidade técnica impressionante e parece que se apagou. Às vezes brinco, será que daqui a 100 anos o Messi vai ser ruim também? O mundo vai ser elevado? Vai ter alguém?
