A Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Londrina passou a utilizar drones para realizar vistorias aéreas em imóveis e mapear possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. A iniciativa dá continuidade a um projeto piloto iniciado em 2025, viabilizado por meio de parceria entre a Prefeitura e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Atualmente, dois equipamentos são usados em mutirões semanais e em ações estratégicas de combate. Com a tecnologia, as equipes no Norte do Paraná conseguem identificar com mais rapidez e precisão locais de difícil acesso, como piscinas abandonadas e caixas d’água destampadas.

De acordo com o gerente de Vigilância Ambiental, Nino Ribas, os resultados já aparecem nos indicadores. Em 2026, as notificações de casos suspeitos de dengue caíram de 10.162 para 5.847, somando uma redução de 42,5%. Até o momento, não houve registro de mortes pela doença no município.

“As ações desenvolvidas têm contribuído de forma significativa para o enfrentamento da dengue no município, especialmente pela ampliação da capacidade de monitoramento e resposta em tempo oportuno. O uso de tecnologias, como os drones, permite identificar locais de difícil acesso e potenciais criadouros com maior precisão, qualificando as intervenções e tornando as ações de campo mais assertivas”, afirmou.

Prefeitura aposta em diferentes frentes

Além dos drones, as equipes utilizam o chamado “Aspirador de Nasci”, equipamento voltado à captura de mosquitos. A coleta permite identificar quais vírus estão em circulação — como dengue, zika e chikungunya — e por quanto tempo permanecem em áreas com casos confirmados.

Após a captura, a equipe armazena os insetos em freezer a -80°C para preservar o material genético. Em seguida, envia o material para análise em laboratório parceiro da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. O exame verifica a presença de RNA viral nos mosquitos.

Outra estratégia ampliada é o uso de ovitrampas, armadilhas que atraem fêmeas do mosquito para coleta de ovos. Segundo a Prefeitura, já são cerca de 1.500 unidades instaladas na cidade, com monitoramento semanal.

No entanto, mesmo com o reforço tecnológico, o controle da doença ainda depende de medidas básicas. Mais de 50 trabalhadores atuam na remoção de resíduos que podem acumular água parada. A vacina contra a dengue também está disponível gratuitamente nas unidades de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

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