As ações da Usiminas (USIM5) disparavam nesta sexta-feira (24), após o lucro da siderúrgica disparar no primeiro trimestre de 2026. Às 10h30 (horário de Brasília), os papéis da companhia subiam 7,91% a R$ 7,78.

A Usiminas reportou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado de R$ 653 milhões no 1T26, alta de 56% na comparação com o trimestre anterior e 31% acima da estimativa do Itaú BBA.

Segundo o banco, a surpresa positiva foi impulsionada por desempenho melhor que o esperado em custos e volumes na divisão de aço. A companhia indicou EBITDA estável no negócio de aço para o 2T26, já que preços mais altos devem ser compensados por custos maiores. Embora isso não deva surpreender os investidores, que já antecipavam pressões de custos no 2T26, o ponto de partida mais forte no 1T26 tende a levar a revisões para cima nas estimativas do consenso para o ano.

Além disso, a partir do 3T26, o BBA acredita que os resultados da Usiminas podem melhorar de forma relevante, beneficiados por preços mais elevados do aço.

Para Eleven Financial, a Usiminas reportou resultados mais positivo no 1T26, puxados por siderurgia, que compensou a fraqueza em mineração. “Apesar da base anual mais fraca, o desempenho trimestral foi robusto, com crescimento do EBITDA ajustado consolidado (+56,6% t/t) e expansão da margem EBITDA (+4,3 p.p. t/t), impulsionados principalmente pela siderurgia”, diz a casa.

O JPMorgan também considera o resultado sólido, com surpresa positiva puxada pela melhora na unidade de aço. Esperamos reação favorável do mercado. O destaque veio do desempenho mais forte da divisão de aço, onde a combinação de melhores preços realizados e menores custos fez o EBITDA saltar 140% na base trimestral.

Continua depois da publicidade

A equipe de análise do JPMorgan destaca que a mineração foi o ponto fraco, com EBITDA de R$ 111 milhões, queda de 39,8% no trimestre e 36,2% abaixo da estimativa do banco, principalmente por custos acima do esperado. O fluxo de caixa livre foi positivo, mas modesto, em R$ 95 milhões, e a companhia segue com posição de caixa líquido.

Mesmo com a sinalização de EBITDA praticamente estável no 2T26, o desempenho acima do esperado no 1T26, impulsionado por custos mais baixos na divisão de aço, tende a ser bem recebido. Para o JPMorgan, esse ponto de partida mais forte reforça a leitura construtiva no curto prazo.

Leia mais:

O foco agora se volta para a sustentabilidade dessas melhorias de custos ao longo dos próximos trimestres. Parte relevante do ganho veio da redução de despesas com paradas de manutenção, um fator que pode não se repetir com a mesma intensidade daqui para frente.

O BBA manteve classificação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), com preço-alvo de 9. Mesmo com a melhora operacional, o JPMorgan, BBI e Eleven mantiveram recomendação neutra para ações da Usiminas, com preço-alvo de, respectivamente, R$ 5,50, R$ 6 e R$ 6,70.

Fonte do Artigo