O formato e o destino de cada cidade sempre foram definidos pela sua capacidade em termos de transporte. Nos dias de hoje, isso diz respeito especificamente ao transporte aéreo.

Em relação a proposta municipal de construir um aeródromo com pista de apenas 1.400m de comprimento, tenho as seguintes observações:
–Enquanto o Paraná insistir nessa infeliz brincadeira brasileira do aeroporto regional com puxadinho para os passageiros, pista curta menor que 1.600m de comprimento, estreita e asfalto mole, o modal no estado continuará defasado 40 anos da necessidade do moderno transporte aéreo.
Ubiratã pista de 1.400 x 30m. Os municípios precisam de aeroportos modernos compatíveis ao século 21 ou, pelo menos, que possam receber o atual turboélice de 70 lugares, a nova geração de turboélice de alto desempenho de 80 e 90 passageiros em desenvolvimento, e também todos os jatos executivos sem restrição operacional.
– Exemplos recentes de municípios que construíram a PISTA MÍNIMA REGIONAL de 1.600 x 30m, a fim de, receber o atual turboélice de 70 lugares (foto capa) e a nova geração de turboélices de alto desempenho de 80 e 90 passageiros (foto baixo) em desenvolvimento e também os jatos executivos.

*Ubiratã 1.400 x 30m?*
*Campo Mourão, PR 1.370 x 30m*
Serra Talhada, Pernambuco 1.600 x 30m
Patos, Paraíba 1.600 x 30m
Cajazeiras, Paraíba 1.600 x 30m
São Felix do Xingu, Pará 1.600 x 33m
Juara, Mato Grosso 1.620 x 30m
Ariquemes, Rondônia 1.620 x 30m
Pato Branco, Paraná 1.621 x 30m
Santo Ângelo, Rio Grande do Sul 1.625 x 30m
Santa Rosa, Rio Grande do Sul 1.630 x 30m (em construção)
Varginha, Minas Gerais 1.650 x 30m
Campinas-Amarais, São Paulo 1.650 x 30m
São Raimundo Nonato, Piauí 1.650 x 45m
Guanambi, Bahia 1.700 x 30m
Maracaju, Mato Grosso Sul 1.700 x 30m (em construção)
–Por que a pista de pouso está sendo construída fora da orientação NORTE/SUL alinhada ao vento predominante na região e comum todos os outros aeroportos do entorno?
Ao construir a pista paralela a rodovia BR 369, o município estará criando uma pista com a mesma orientação do aeroporto de Cascavel e seus grandes inconvenientes de uma pista com o vento forte sempre lateral, inevitavelmente levando ao fechamento constante e ou dificuldades de pouso.
–A prefeitura irá usar verba própria para a construção do aeroporto?
Sobra verba federal para desenvolver a aviação, adequar e construir os aeroportos brasileiros!A cada ano, o FNAC, Fundo Nacional de Aviação Civil, arrecada em taxas obrigatórias dos PASSAGEIROS e EMPRESAS AÉREAS até R$ 5.500.000.000,00.
Isso mesmo, R$ 5,5 Bilhões de Reais (previsto R$ 6,0 bilhões em 2025) para aplicação em infraestrutura aeroportuária, desapropriações, pistas de pouso, pista de rolamento, balizamento noturno, luzes Papi, estação de passageiros, pontes de embarque, bombeiros, voo por instrumento GPS, ILS e equipamentos, etc. etc. É lei federal, essa verba só deveria ser aplicada em infraestrutura aeroportuária.
O Governo Federal normalmente financia entre 70% a 97% dos investimentos nos novos aeroportos, o Estado e o Município a diferença desse percentual. Em outras palavras, sempre houve/há dinheiro para investir na aviação e nos aeroportos regionais e nacionais Brasileiros.
Saudações e bons voos,
Claudio Lemes Louzada, 69 louzada.cl@gmail.com (11) 99173.7284
Gaúcho de Porto Alegre, radicado em São Paulo – SP. Consultor Parlamentar para o modal. Planejador Sênior de rotas aéreas. Ex-gerente geral de Transportes da operadora Internacional de turismo Fulltraveltours. Lisboa – Jerusalém – Varsóvia – São Paulo. Comandante da RioSul, Varig e Gol. Possui grande experiência em turboélices regionais, jatos comerciais, voos internacionais e consultoria.
