O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou seus resultados trimestrais nesta quarta-feira (13) e, com ele, encerrou temporada de resultados dos grandes bancos do primeiro trimestre de 2026. O balanço trouxe lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no 1º trimestre, com queda de 53,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A linha ficou dentro do esperado na projeção de analistas ouvidos pela plataforma de dados LSEG, de lucro de R$3,495 bilhões.

“O lucro do primeiro trimestre evidencia a forte capacidade de geração de negócios do Banco do Brasil, ao mesmo tempo em que reflete um ambiente mais desafiador para o risco de crédito, com maior pressão especialmente na carteira de agronegócios”, disse Tarciana Medeiros em nota enviada ao InfoMoney.

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A margem financeira bruta da companhia atingiu R$ 27,4 bilhões, com redução de 1,3% na comparação trimestral. Segundo o banco, o valor fica “em linha” com a sazonalidade esperada para o período e cresceu 14,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O retorno sobre patrimônio (ROE, na sigla em inglês) ficou em 7,3% no primeiro trimestre. A métrica sofreu forte queda, considerando os 16,7% de um ano antes e 12,4% observados no quarto trimestre de 2025.

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Uma das métricas que mais cresceu, acompanhando a deterioração do crédito rural, é o custo de crédito, que subiu 85,8% contra o observado no 1º tri de 2025, em R$ 18,9 bilhões. A carteira de crédito expandida ficou em R$ 1,3 trilhões no primeiro trimestre, com crescimento de 2,2% na comparação anual.

“Entre as medidas para enfrentar o ciclo de agravamento da inadimplência do agronegócio, ampliamos e evoluímos no uso de garantias por alienação fiduciária e revisamos as esteiras de cobranças. Nos primeiros meses de 2026, já dobramos o número de judicializações realizadas durante todo o ano passado. Isso reflete o nosso direcionamento de buscar a recuperação dos nossos ativos”, afirmou a CEO.

Segundo o banco, as Receitas de Prestação de Serviços registraram crescimento de 5,5% a/a, atingindo R$ 8,8 bilhões no trimestre, com destaque para Administração de Fundos (+8,6% a/a), Seguros, Previdência e Capitalização (+3,5% a/a) e Consórcios (+14,0% a/a).

Confira em breve no InfoMoney a análise e a repercussão do resultado no mercado.

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