O Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, condenou a 27 anos, 1 mês e 15 dias de prisão a mulher denunciada pelo Ministério Público do Paraná pela morte da própria filha. O crime ocorreu no município de Quatro Barras, no dia 12 de fevereiro de 2007, e foi motivado pelo desejo da avó de ficar com a guarda do neto. Ela permaneceu foragida por 17 anos, e o caso ganhou repercussão nacional após a história ser noticiada em um programa de televisão especializado em fugitivos do Judiciário.

Áudio do promotor de Justiça Danillo Pinho Nogueira

Na sessão de julgamento, encerrada perto da meia-noite desta quinta-feira, 18 de setembro, o Conselho de Sentença reconheceu as teses sustentadas na denúncia do Ministério Público do Paraná: a ocorrência do crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, com emprego de asfixia e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O julgamento ocorreu em Campina Grande do Sul porque o município de Quatro Barras integrava a comarca na época do crime.

Relembre o caso – A denunciada, agora condenada, e o então companheiro – este já condenado a 21 anos de prisão pela participação no crime – foram até a casa da vítima, almoçaram com ela e depois cometeram o homicídio. A mulher foi morta por asfixia, com um fio elétrico. Os dois ainda esconderam o corpo embaixo da cama, sendo encontrado somente dois dias depois.

A vítima deixou dois filhos, um menino e uma menina, de 5 anos e 9 meses na época. O crime teria sido praticado pelos dois denunciados porque a avó queria ficar com o neto de 5 anos.

Processos: 0001134-90.2024.8.16.0037 e 0000408-15.2007.8.16.0037

 

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