Silas Malafaia pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de informações sigilosas sobre a operação de busca e apreensão realizada contra ele, no mês passado.
A defesa do pastor argumenta que, “de forma absolutamente inusitada e gravíssima”, havia a “presença ostensiva de diversos veículos de imprensa” no desembarque internacional do Aeroporto do Galão, no Rio, onde Malafaia foi abordado pela Polícia Federal.
“Tal fato revela, com alto grau de verossimilhança, que houve o vazamento prévio e deliberado de informações sigilosas relativas à operação de busca e apreensão – inclusive quanto às pessoas envolvidas, ao local, data, horário e natureza das diligências”, diz o advogado.
A defesa de Malafaia acusa os policiais envolvidos na ação de “permitirem e tolerarem a presença ostensiva da imprensa” e os acusa de prevaricação.
Malafaia pede a instauração da investigação para levantar o vazamento de informações sigilosas relacionadas à operação e a apuração da eventual prática dos crimes de violação de sigilo legal e prevaricação por parte de policiais federais.
— O presidente do STF vai encaminhar esse pedido para o Alexandre de Moraes. Ele vai sentar em cima ou vai encaminhar para o procurador-geral da República investigar? Vai quebrar o sigilo funcional de delegado e agentes que vazaram minhas conversas sigilosas? — questionou Malafaia.
O pastor ainda perguntou se o procurador-geral da República, Paulo Gonet, adotará o o mesmo procedimento que teve com o o ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral Eduardo Tagliaferro. Gonet denunciou o ex-assessor por violação de sigilo funcional ao vazar mensagens trocadas entre servidores do gabinete do ministro.
— O procurador denunciou Tagliaferro por violação de sigilo funcional. O pedido do meu advogado é também quebra de sigilo funcional. É o princípio da isonomia — disse Malafaia.
